Sobre como e por que eu comecei a ouvir rock.

Entrei nas estatísticas do blog outro dia e alguém chegou até aqui com a seguinte pergunta:

“Por que ouvir rock?”

E essa pergunta começou a me instigar sobre a minha relação com o rock e porque comecei a ouví-lo. Aí como não faço muitos posts miscelânia, me veio a idéia de escrever sobre esse estilo musical que inegavelmente mudou a minha vida.

Comecei a ouvir rock ainda muito cedo. Não lembro muito bem a primeira banda que ouvi. Lembro de gostar bastante de metal e de assistir o Fúria MTV. Uma banda que me marcou muito nesse sentido foi o Metallica, principalmente por alguns clipes, porque sempre sempre fui uma grande viciada em MTV.

Acho que o que mais me encantava no rock, no comecinho da minha adolescência era a possibilidade de a partir da música que ouvia, ou da maneira que me vestia (hoje a minha sanidade diz: ridícula) poder me destacar das pessoas na escola. Eu sentia claramente que não era um deles e essa era uma maneira de dizer “eu sou diferente”.

Com o tempo, outros estilos de rock foram entrando na minha vida. Lembro de uma fase muito forte de punk rock na minha vida. Eu ouvia do punk rock mais clássico, como Ramones e Clash, aos chamados-na época- punk rock coloridinhos ou pirulito, ou como preferirem. Aí ouvia bastante Blink e Green Day. Enfim, essas bandas bem adolescentes.

E aí tive meu momento bandas com baladas melosas, como Bon Jovi, Skid Row, Aerosmith. A verdade é que eu sempre adorei um romantismo brega e clichê. E ouvir essas bandas era inevitável, ainda que tudo soasse extremamente brega em algum momento.

E acho que a fase mais significativa e que mais me marcou foi quando comecei a ouvir hardcore. Porque, como sempre, não conseguia fechar em hardcore e ia caçando coisas próximas ao estilo e que me agradavam. Aí entrou na minha vida o emocore, o metalcore, o ska e por aí vai.

E o legal dessa fase é que alternava entre letras muito críticas em relação ao mundo com bandas como Dead Fish e passava para coisas que falavam dos meus sentimentos mais intensos, com bandas como o Mineral.

Mas, na verdade, passaram muitas bandas, das quais não conseguiria explicitar nem sequer a metade.

O objetivo desse post é, na verdade, falar do quanto o rock foi importante para a minha vida, do quanto ele foi o início de formação de uma consciência crítica em relação à vida e de como dentro de um mesmo mundo tive coisas que me falavam para não cair na falta de sensibilidade ou na falta de tato para lidar com o mundo e com as pessoas.

Não posso negar, o rock fez de mim quem sou hoje. E sou muito, muito grata a ele por isso.

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Porque Sublime não é banda de uma música só.

Primeiramente, acho que devo pedir desculpas pelo longo período de ausência de posts. Estava enrolada: fim de semestre, seleção de estágios, começo de estágios, mudança de casa e mais uma porção de coisas.

Mas já fiz uma super listinha de bandas das quais gostaria de falar e posso garantir que já tenho vários posts pensadinhos.

Hoje vou falar de uma daquelas bandas que escuto tão rotineiramente que nem consigo encaixar em situações.

Sublime é daquelas bandas que embalariam os meus 20 e poucos anos, se pudesse separar a trilha sonora das fases da minha vida.

A questão é: todo mundo conhece Santeria, mas pouca gente conhece outras músicas do Sublime.

Não que eu não goste dessa música, muito pelo contrário, eu gosto muito. Só não acho que uma banda tão boa, mas tão boa que acho até triste que fique esquecidinha como banda de uma música só.

Basicamente, Sublime é a cara da Califórnia, com aquela mistura de reggae, com ska, com punk e com tudo que é legal.

(Foi um pouco difícil achar vídeos do próprio Sublime, então acabei pegando algumas dessas montagens toscas que as pessoas fazem)

O Sublime acabou por meados de 1995 1996, quando o vocalista morreu por overdose, e isso é algo que por vezes lamento e por vezes agradeço. Lamento porque, porra, Sublime é muito massa, mas agradeço porque acho que acabou num momento bom e, assim, não temos aquela fase decadente da carreira de bandas que não sabem o momento de parar.

Sublime é daquelas bandas que merecem ser descobertas pelas pessoas, porque simplesmente merece ser ouvido em vários momentos, porque é divertido, é bacana e é bonito.