Ah, por que eu tinha esquecido do My Chemical Romance?

O My Chemical Romance estava aqui escondidinho no meu coração.

Como a paixão decidiu ressurgir nos últimos dias, decidi falar deles por aqui.

Não me lembro ao certo quando conheci o MCR, mas me lembro que foi paixão à primeira “ouvida”.

Eles eram sombrios na medida certa, tinham um vocal que era marcante e algo que fazia deles aquela banda que você ouvia há quilômetros de distância e sabia o que era.

Essa música, “Vampires Will Never Hurt You”, foi uma das primeiras que ouvi. Acho que ela tem algo de muito bonito que me lembra o rock dos anos 80, aquela coisa mais Bauhaus, Smiths e por aí vai. Mas, ainda assim, acho que ela tem algo de muito próprio do MCR.

Aí depois veio a fase em que o MCR estourou pelas terras brasileiras e que passava o clipe de Helena tanto, tanto na MTV que não tinha uma alma que ainda agüentasse ouvir aquela música. (Por mais linda que ela seja)

Aí veio o meu descontentamento: o cd “The Black Parade”. Não sei o que acontecia, era simplesmente algo que não me agradava, aquela coisa toda me parecia tão artificial. As cores parecidas nos clipes, enfim, não me agradava. Não era MCR pra mim.

E foi aí que eu simplesmente parei de escutar tudo deles nos últimos anos. Não conseguia.

Até que há poucas semanas, estava vendo tv e me deparo com o clipe de “Na na na” e putaqueopariu! Parece que o MCR voltou a ser legal. E, sim, a minha paixão voltou. Porque, sim, MCR ainda ocupa um espacinho nesse meu coração de pedra.

 

 

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The Used e as minhas lembranças.

Hoje fiquei com vontade de ouvir The Used.

Das bandas que eu gostava na minha adolescência, era sem dúvida uma das que mais idolatrava.

Quando era mais nova, só gostava de músicas gritadas e muito muito sentimentais ou muito muito muito politizadas. Daí eu gostar de hardcore, emocore, screamo e todas as coisas que lá para meados de 2004/2005 davam motivo para te apontarem e falarem “emoooo”.

Nem lembro como conheci a banda, na época, procurava bandas nesse estilo com uma freqüência muito, mas muito grande, só lembro que uma das primeiras músicas que ouvi era “A box full of sharp objects”:

Enfim, The Used para mim era mais do que a música, ou do que um vocalista bonito que me lembrava o Kurt Cobain, e ainda, bem mais do que seus clipes que me agradavam muito esteticamente.

Eles diziam para o mundo o que eu estava com vontade de gritar.

E, sim, diziam gritando.

Não adianta, fico anos sem ouvir qualquer música da banda e fico emocionada cada vez que ouço, porque as músicas que ouvia quando tinha 16, 17 anos são, para mim, atemporais, dizem de angústias, raivas, felicidades, vontades que sinto sempre.

E é por isso que, para mim, o The Used é bem mais do que a banda que os emos estampavam em suas camisetas há uns 5 anos, é uma das coisas mais legais do mundo e vai continuar a ser por muitos anos, acredito.