Tentativa de Resenha #01: Kate Nash e o seu controverso “Girl Talk”.

Vou retornar fazendo algo que nunca tinha feito antes por aqui que é tentar falar exclusivamente de um disco. Vou tentar fazer como sempre fiz com as bandas de que falei: abordar a minha experiência disso. Porque eu até posso falar de um disco tecnicamente, posso falar de suas harmonias, melodias, técnicas, mas não só acho esse tipo de texto chatíssimo, como acho essa tendência de tornar técnica uma coisa que é experiência, um verdadeiro saco. Então, em outras palavras, este texto é sobre a minha experiência de um disco.

Kate Nash, vocês bem devem saber, porque já falei dela por aqui, é uma das minhas maiores referências em relação à música. Sou apaixonada e ela embalou tantos momentos da minha vida, me influenciou tanto enquanto cantora que mal sei explicar.

Como já disse antes, não gostei muito de “My best friend is you” de primeira. Na verdade, fui começar a gostar dele mais recentemente. Nesse período todo de adaptação ao segundo disco, acompanhei muito a Kate nas redes sociais (tumblr, twitter) e, também, em seu blog. Foi assim que percebi o quanto ela estava envolvida com o feminismo.

Aí, no meio do ano passado, ela lançou no youtube um vídeo para uma música nova, chamada “Under-estimate the girl”. E foi, então, que ficou óbvio o quanto se envolver com feminismo fez a Kate ir ouvir as bandas das Riot Grrrls dos anos 90. A influência disso estava ali, cuspida nessa música. E isso era inegável.

Quando o “Girl Talk” saiu, não me assustei, porque imaginei que a mudança seria brusca. A Kate já não era mais a garota mais fofa e doce do mundo. Pelo contrário, “Girl Talk” é um disco extremamente sensual e, ainda que não seja tão pesado quanto “Under-estimate the girl”, ele tem essa carinha de rock sujo, até nas músicas que lembram os discos cheios de pianinhos e com menos guitarras.

Muitos fãs detestaram, falaram que Kate mudou demais. Mas, vamos pensar um pouco, “Made of Bricks” foi lançado em 2007. A gente muda demais em 6 anos. Seria quase cruel esperar que o disco tivesse a mesma influência e os mesmos ares dos anteriores.

Existem músicas no disco que lembram em muito os dois primeiros discos da Kate. Não são tão doces, tão fofas, algumas trazem bastante da sujeira do rock noventista, inclusive. Elas se parecem com o que a Kate sempre fez, principalmente em relação às temáticas, à maneira de narrar um assunto. “3 AM” é uma delas:

Tem outras que trazem a indignação da Kate, que veio com seu envolvimento com o feminismo. “Rap for Rejection” é dessas. “You’re tryna tell me sexism doesn’t exist?/ If it doesn’t exist, then what the fuck is this?/ How many boys will it destroy?/ How many girls and boys will it annoy?”:

Eu sempre gostei muito das bandas-sujas-só-de-mulheres dos anos 90. Quando ouvi essas novas músicas da Kate fui transportada logo para lá. A maneira de narrar a vida de forma irônica e simples, como sempre foi feito por ela, continua ali, viva. Então, posso dizer que gostei muito do disco. E, principalmente, que consigo admirar ainda mais artistas que saem daquilo que sabem que vai ser muito bem digerido pelo público. Alguns chamariam de “sair da zona de conforto”, mas fico me perguntando, afinal, que conforto há em fazer música vendável que nada tem a ver com o que você realmente queria fazer?

Posso dizer que continuo amando a Kate e que acho “Girl Talk” um disco lindo, sexy (extremamente sexy), com uma sonoridade sujinha e muito, muito gostosa.

(Se você quiser baixar o disco, é só clicar aqui)

Anúncios

Sobre como me apaixonei e sempre me apaixono pelo Smashing Pumpkins.

Quando comecei esse blog, o meu objetivo era falar de música: das bandas que gostava, das novas descobertas, de antigas paixões, de redescobertas. Enfim, era falar das minhas experiências com música. Todos os textos seriam extremamente pessoais. E já que seriam assim, algumas bandas acabariam tendo posts bem mais apaixonados do que outros, outras me dariam medo de escrever, outras, vergonha.

Já faz muito, muito tempo que estou ensaiando escrever um post sobre o Smashing Pumpkins. Mas sabe aquela coisa de as palavras existirem em você e não quererem sair para o papel? Isso aconteceu algumas vezes. Não à toa. É que essa é uma daquelas bandas que quando ouço, penso: “Isso tudo fala de mim”. E, por isso, acaba sendo tão difícil, porque entre todas as bandas que gosto muito, nenhuma parece tão pessoal e nenhuma ligação parece tão visceral quanto a que eu tenho pelo Smashing Pumpkins.

 

A primeira memória que tenho de como conheci a banda é o clipe de “Perfect”.Lembro de achar ele muito bonito. Mas devo ser sincera: na época, isso não era o que me atraía. Estava mais preocupada em esperar os clipes das boybands que gostava aparecem no Top 20 e Disk MTV da época.

Só tive uma curiosidade maior em procurar coisas da banda quando um amigo meu chegou com um DVD de clipes da banda e disse: “Tenho certeza que quando procurar mais deles, vai se tornar uma das suas bandas prediletas”. Dito e feito. Não tinha como escapar da sensação que surgia em mim a cada clipe que assistia: era coisa de pele, de arrepiar, de tirar o fôlego, de fazer sorrir, chorar, ter raiva, angústia. Era tudo no mesmo pacote.

Aí saí baixando os discos loucamente, lendo as letras e pensando: “Esse Billy Corgan é um maldito. Deve ter entrado na minha cabeça algum dia e visto tudo que eu penso da vida”. E é bem por aí. Às vezes, passo muito tempo sem ouvir uma música sequer do Smashing Pumpkins e quando ouço, tudo surge de novo. É uma coisa impressionante. E o mais engraçado é que a cada vez que leio as letras, elas parecem fazer mais sentido e encaixar em mim.

E os clipes? Lindos, lindos. Eles não são só videoclipes, sabe? São preocupados, pensados. Alguns são pequenos filmes, outros mais focados na banda, mas todos muito lindos e muito preocupados em dar uma estética visual bacana para músicas tão lindas.

Para quem ainda não se apaixonou pela banda, recomendo que baixem os CDs, vejam os clipes e que se permitam afetar por tudo isso. Smashing Pumpkins é daquelas bandas fáceis de gostar e que fazem valer a pena parar para ouvir música.

(Ai, gente, devo dizer que foi muito difícil escolher os vídeos para colocar nesse post, porque queria colocar todos do mundo… HAHAHAHA)

 

 

 

Sobre como redescobri a KT Tunstall…

A primeira impressão que tive da KT Tunstall é de que a sua música era sem graça. Sabe aquela coisa do “não cheira, nem fede”?

Então, era bem por aí. Não conseguia gostar, nem desgostar.

Mas, então, aquela música “Suddenly I see” foi parte de uma trilha de novela e o que eu já não via graça, simplesmente passava a não descer pela minha garganta. Aquela coisa de banda que toca tanto que você passa a não gostar por causa da exaustão.

Pois bem, até que um dia estava vendo tv e começou a passar um festivalzinho qualquer no Multishow e a KT,ah a KT… estava vestindo uma legging dourada e, assim, meu coração fashionista me dá dicas de que qualquer um pode duvidar, mas ele me disse bem assim: “Alguém que usa uma legging dourada não pode ser ruim” e, assim, fui eu baixar coisas da KT para ouvir e descobrir o porque ela podia ser assim tão cool.

KT, para mim, é mais ou menos assim: uma bela voz rouca, uma mistura de country, pop, rock alternativo e mais um monte de coisas legais, letras bonitinhas, efeitos legais e um pouquinho de genialidade e entendimento musical.

A música que fez eu entendesse o que era a KT e que me fez baixar todos os cds e ficar apaixonada por ela foi essa aqui:

Porque “Funnyman” tem toda uma coisa bela mesmo, melodia tocante, mesmo sendo simples, extremamente simples.

A voz da KT é bastante incomum, não acho que seja um tipo de voz valorizado, nem um jeito de cantar valorizado, porque não tem aquela coisa meninoca, nem tem aqueles trejeitos irritantes de diva que muita gente ainda gosta. A KT é…hmmm… diferente e por isso é legal.

Além disso, ela sempre sempre faz covers lindos de músicas super legais, tipo “I Want You Back” do Jackson 5, ou a super divertida “Walk like an Egyptian”, das Bangles.

Mas acima de tudo o que acho mais legal é que a KT, sozinha, é uma banda completa, ela tira todos os pedais e barulhos corporais possíveis, fazendo com que, mesmo em performances solitárias, as músicas se tornem completas. E isso é muito especial.

KT é daquelas que são música em essência mesmo. E isso me faz perceber que, de sem sal, ela não tem é nada.

Sobre boas energias e Rancore.

Ouvi Rancore a primeira vez há uns bons anos. A música era “M.E.I” e, de alguma forma, posso dizer que depois daquele momento nunca mais senti música do mesmo jeito. Parecia que tudo tinha mudado.

E realmente tinha mudado. Era aquela coisa: Eu já tinha ouvido música feita de forma emocional, já tinha ouvido música que me emocionasse, já tinha ouvido MUITA coisa, mas Rancore me arrepiava, me fazia pensar, me fazia sorrir. E foi aí que entendi todo o sentido de fazer música por amar música e não fazer música para conseguir um reconhecimento midiático da sua existência.

Desde “Yoga, Stress e Cafeína” é assim. Quando coloco um cd do Rancore não sei que tipo de emoção vai me tomar. Sei que podem vir sorrisos, lágrimas, arrepios, pensamentos de todos os tipos. E é sempre, sempre uma surpresa agradável.

Rancore tem peso e tem delicadeza. Tem letras belíssimas e verdade. E me acompanhou nessa vida em diversos momentinhos.

Dos mais belos sonhos de viver de música, como em “Odisséia”, às dores mais profundas de ver a vida de alguém especial sendo levada, como em “Álamo” e “Cresci. Acho muito bonito pessoas que tem essa capacidade de falar da existência de forma poética e que realmente toca a gente.

Não poderia fazer um post falando de Rancore sem falar da minha grande afeição pela voz do Teco, que me emociona de forma absurda em suas notas mais altas.

Penso que me sinto tão emocionada quando escuto as músicas dessa banda pelas letras terem um quê de reflexões pessoais sobre a vida, algo que, é claro, me encanta, senão não gostaria tanto das filosofias e psicologias, não é?

Posso até estar sendo arriscada demais, mas acho que Rancore é a melhor banda de rock que surgiu no país em muitos anos. Por transmitir energia, por falar coisas com verdade, por trazer belas reflexões, por ser música boa e, principalmente, por ser feito com amor e tesão.

No mais, deixo o link do novo cd da banda, o Seiva e aquela frase que vou tatuar muito em breve:

http://soundcloud.com/rancoreseiva/sets/seiva

“Liberte sua paixão, não tema viver, não fuja do que crê”

Neon Trees.

Depois de um longo e interminável período sem posts, estou de volta.

Estava fora porque na minha casa nova não tem internet, aí fica difícil planejar como postar. Pensei em deixar posts prontos e levar para a faculdade para postar de lá. Vou ver se isso funciona, mas só depois do feriado. Hahahaha.

Bom, se na minha casa nova não tenho internet, pelo menos alguns canais de tv a cabo estão funcionando por lá e, com a VH1, acredito que possibilidades de novos posts aparecerão freqüentemente. O post de hoje é o primeiro de muitos, que com certeza virão da minha experiência televisiva. Hahaha.

O tal “Neo-Música Nova” é sempre um lugar bacana e que traz coisas legais, então, eu recomendo para todo mundo que gosta bastante de novidades.

Apesar de a banda de hoje ter surgido em outro programa qualquer do canal.

Enfim, vamos à banda.

Liguei a tv logo quando acordei esses dias para ver se levantava mais animadinha. Coloquei na VH1 e estava passando um clipe de uma banda que me trazia um monte de coisas legais, na verdade, um monte de bandas que eu achava legal pareciam estar ali. O clipe acabava quando surge o nome “Neon Trees”. E fui atrás da tal banda.

Tinha muito do Killers ali. Muito da fase do Killers que eu mais gosto, que é a do primeiro cd.

De alguma forma, tinha muito de Orson também. Que é uma banda que ninguém conhece e até já pensei em postar aqui, mas que é um saco pensar em qualquer post sobre eles, já que não dá para encontrar vídeos nem no youtube.

Tinha alguma coisa das guitarras do Interpol também.

E, de algum jeito, a banda era melhor que todas as outras bandas que estavam nela.

Gostei bastante dos vocais, que tem pegada. Do fato de a banda ser dançante. De ser aquele tipo de música que você não cansa de escutar.

E, por isso, recomendo. Porque é música bacana e que suscita uma porção de emoções.

Falando de Fresno (e de mim, por conseqüência)

Desde que escrevi o post a respeito do Esteban, a carreira solo do Tavares, me deu uma puta vontade de escrever sobre a Fresno.

E aí, comecei a pensar: afinal, como escrever a respeito de uma banda que acompanha a minha vida há tanto tempo?

Quando achei a solução, pensei em um tipo de post que passasse por cada um dos discos da banda, porque sei que posso falar de cada um deles com certa propriedade (e de alguns com muito mais amor).

A Fresno entrou na minha vida em um dia que um colega de escola me emprestou o ” Quarto dos Livros”, o primeiro cd da banda. Depois daquelas dez músicas, foi pura paixão. Esse mesmo colega me deu esse cd de presente e, sem mentira alguma, colocava no repeat e ouvia muitas, muitas vezes em um dia.

Fresno esteve comigo durante os últimos 7 anos da minha vida, pelo menos. E nunca saiu, porque poucas bandas conseguem colocar em palavras tudo aquilo que sinto.

Já aviso, antes de começar este post pra valer que se você acha que Fresno é uma banda emo tonta e não quer acreditar em nada que eu vou falar aqui, eu dou o conselho de você tentar ao menos se despir um pouquinho disso, porque Fresno é bem mais do que essa imagem que se criou em volta de um nome que a maioria das pessoas nunca nem parou para escutar.

Bom, recado dado. Vamos lá.

Fiquei em dúvida sincera sobre qual seria o primeiro disco a comentar, se seria a demo “O Acaso do Erro” ou “Quarto dos Livros”. Optei por falar da demo.

Eu tenho muito amor por cada uma das músicas da demo, é sério. Mas a qualidade da gravação é péssima e, musicalmente, ela é bem falha em alguns momentos. Mas a real é que eram alguns garotos fazendo hardcore, de um jeito bem inocente ainda e isso é encantador.

As letras são simples, mas são bem bonitinhas, porque tem toda essa pegada adolescente que permite justamente existir coisas como “Seu namorado é um idiota”, entende?

Das sete músicas, as duas que mais gosto são “(se ao menos você voltasse)” e “se um dia eu não acordar”.

Depois vem “Quarto dos Livros”, que é um cd que eu tenho muito, mas muito amor.

Bom, acho que a maturidade que vem nesse disco vinha mostrar que a Fresno não ia ser só aquela banda de meninos juvenis.

Nesse disco, as letras começam a ser mais trabalhadas, mais metafóricas e mais sutis. Ao mesmo tempo, existiam as letras diretas. E esse é um ponto que fica até hoje na Fresno, algumas letras sutis e outras extremamente diretas.

Musicalmente, nesse disco, as músicas continuam com aquele pé no hardcore, mas acho que o pé no pop começa a existir, em músicas como “Carta”, principalmente.

Nesse disco, guardo um carinho especial por “Mais um Soldado”, “Stonehenge”, “O Gelo” e “Sono Profundo”. (Notem que o disco tem 10 músicas e eu guardo carinho especial por 4)

Depois veio “O Rio, a Cidade, a Árvore”. Uma marca muito, mas muito impressionante na Fresno é a maneira com que eles amadurecem a cada disco. É surreal.

Seria muito falar que esse é um dos discos que mais gosto da Fresno? Seria muito falar que eu tenho vontade de agarrar meu cd desse e não largar nunca mais?

“O Rio, a Cidade, a Árvore” é coeso. Extremamente coeso. As músicas se encaixam de forma que você sente que está ouvindo uma história.

Esse disco tem muito da vida, tem gritos e suspiros. Calma e pressa. Amor e desilusão.

Acho que uma coisa que me marca muito nesse disco é começar a perceber o quanto o Lucas estava se tornando, de fato, um grande cantor.

Nesse disco, tenho como prediletas “Orgulho”, “Impossibilidades”, “Verdades que Tanto Guardei”, “Outra Vez” e “Evaporar”.

Bom, o “Ciano” é um disco que demorei a gostar. Demorei muito. Porque acho que é quando o pop entra na Fresno de fato.

Juro que demorei mais de um ano para ouvir este disco e não reclamar nenhuma vez.

Depois que gostei, percebo um amadurecimento musical mesmo, que sai daquela amarra de “nós fazemos só isso” cai para outros ramos da música. E isso parece bastante positivo.

As letras vão de histórias de amor a frustrações pessoais.

Devo dizer que este disco saiu bem naquela época da moda insuportável de emo, em que todo mundo que não gostava de uma estética, passou a falar que odiava um estilo musical que nem conhecia. E, nesse momento da moda, justamente em que a Fresno podia ter se prendido naquilo que era mais seguro, eles foram lá e fizeram um disco mais aberto. Ponto para eles.

Nesse disco, “Absolutamente Nada”, “Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas” e “Logo você” são as minhas prediletas.

(Post gigante, né? Calma que faltam só mais dois discos… Hahahaha.)

Bom, o “Redenção” marca uma série de mudanças. Marca a entrada do Tavares como baixista. Marca a entrada da Fresno em uma gravadora. E com a entrada do Tavares, marca a mudança das composições.

Acho que o Tavares é um puta de um compositor e ele traz para a Fresno coisas mais quebradas, mais maduras musicalmente.

“Redenção”, para mim, é o momento mais pop da Fresno. E um dos mais emocionantes também.

É um cd bastante coeso e, apesar de trazer músicas que eu não gosto, é um dos discos que mais ouvi.

Nesse disco, a música que mais gosto é “Milonga”, que arrisco dizer que é a música que mais gosto em toda a carreira da Fresno. É uma das músicas mais trabalhadas, com uma das letras mais maduras e mais bem escritas.

O último cd, o “Revanche” juro que quase não escutei.

Não tinha baixado, porque não tinha tido interesse. E não sei porque não tinha surgido o interesse.

O pouco que ouvi, senti riffs mais puxados pro rock. Senti ainda a pegada pop. Senti as letras maduras. E senti que a Fresno firmou um lugar. Senti que eles são a Fresno e que ninguém mais é parecido com o que eles fazem.

Fiquei apaixonada pelo clipe de “Eu sei”.

Falo que falar da Fresno é falar da minha vida, porque sinto que musicalmente, fui trilhando caminhos parecidos. Os dois pés em um lugar, o começar a mesclar, o negar a origem, o voltar a origem com todas as mudanças das experimentações vividas.

Fresno é digno. Fresno é uma das melhores bandas nacionais. E eu só tenho dó das pessoas que se neguem a escutar música boa por puro preconceito.

Esteban Tavares.

Aviso desde já que esse vai ser um daqueles posts de fã insuportável.

Sou fã do Tavares desde que conheci o trabalho da Abril, sinceramente, não lembro bem quando foi. Sei que Abril foi muito amor. Porque era mais uma daquelas bandas gaúchas que cantavam com sotaque. E isso me fascina demais.

E aí veio o momento em que o Tavares entrou na Fresno. E foi muito, mas muito mais amor. Porque eu já era fã de Fresno, adorava as composições do Tavares e sabia que tudo ia ficar ainda mais lindo com ele. E, não posso negar, a Fresno amadureceu demais com ele ali.

Depois veio o Esteban. A carreira solo dele. E é a ela que vou dedicar o post de hoje.

Acho que o Esteban é a parte mais pop da carreira do Tavares. Não sei porque, mas imagino que Esteban seja o lugar onde ele se sente mais livre para colocar os elementos que ele não consegue colocar em outros lugares. É lá que sinto a influência clara de Engenheiros do Hawaii, banda da qual o Tavares é declaradamente fã, por exemplo.

Sempre, sempre fui apaixonada pela voz do Tavares. Acho que é uma voz linda e impecável na sua imperfeição. A voz dele tem força, tem peso e leveza. E tem emoção, é daquelas coisas que você ouve e sabe que o cara tá cantando com vontade, com paixão. E além disso, amo gente que canta com sotaque.

Agora, vamos falar das composições. 🙂

Acho que o Tavares é um dos grandes compositores mais novos. Ele faz letras belíssimas e músicas extremamente concisas.

É engraçado, né? Tem gente que nasceu para fazer música. E acho que o Tavares é dessas pessoas, que a gente sente que ama de verdade estar fazendo aquilo.

E é por essas e outras que eu não me canso de ouvir.