Sobre boas energias e Rancore.

Ouvi Rancore a primeira vez há uns bons anos. A música era “M.E.I” e, de alguma forma, posso dizer que depois daquele momento nunca mais senti música do mesmo jeito. Parecia que tudo tinha mudado.

E realmente tinha mudado. Era aquela coisa: Eu já tinha ouvido música feita de forma emocional, já tinha ouvido música que me emocionasse, já tinha ouvido MUITA coisa, mas Rancore me arrepiava, me fazia pensar, me fazia sorrir. E foi aí que entendi todo o sentido de fazer música por amar música e não fazer música para conseguir um reconhecimento midiático da sua existência.

Desde “Yoga, Stress e Cafeína” é assim. Quando coloco um cd do Rancore não sei que tipo de emoção vai me tomar. Sei que podem vir sorrisos, lágrimas, arrepios, pensamentos de todos os tipos. E é sempre, sempre uma surpresa agradável.

Rancore tem peso e tem delicadeza. Tem letras belíssimas e verdade. E me acompanhou nessa vida em diversos momentinhos.

Dos mais belos sonhos de viver de música, como em “Odisséia”, às dores mais profundas de ver a vida de alguém especial sendo levada, como em “Álamo” e “Cresci. Acho muito bonito pessoas que tem essa capacidade de falar da existência de forma poética e que realmente toca a gente.

Não poderia fazer um post falando de Rancore sem falar da minha grande afeição pela voz do Teco, que me emociona de forma absurda em suas notas mais altas.

Penso que me sinto tão emocionada quando escuto as músicas dessa banda pelas letras terem um quê de reflexões pessoais sobre a vida, algo que, é claro, me encanta, senão não gostaria tanto das filosofias e psicologias, não é?

Posso até estar sendo arriscada demais, mas acho que Rancore é a melhor banda de rock que surgiu no país em muitos anos. Por transmitir energia, por falar coisas com verdade, por trazer belas reflexões, por ser música boa e, principalmente, por ser feito com amor e tesão.

No mais, deixo o link do novo cd da banda, o Seiva e aquela frase que vou tatuar muito em breve:

http://soundcloud.com/rancoreseiva/sets/seiva

“Liberte sua paixão, não tema viver, não fuja do que crê”

Ah, por que eu tinha esquecido do My Chemical Romance?

O My Chemical Romance estava aqui escondidinho no meu coração.

Como a paixão decidiu ressurgir nos últimos dias, decidi falar deles por aqui.

Não me lembro ao certo quando conheci o MCR, mas me lembro que foi paixão à primeira “ouvida”.

Eles eram sombrios na medida certa, tinham um vocal que era marcante e algo que fazia deles aquela banda que você ouvia há quilômetros de distância e sabia o que era.

Essa música, “Vampires Will Never Hurt You”, foi uma das primeiras que ouvi. Acho que ela tem algo de muito bonito que me lembra o rock dos anos 80, aquela coisa mais Bauhaus, Smiths e por aí vai. Mas, ainda assim, acho que ela tem algo de muito próprio do MCR.

Aí depois veio a fase em que o MCR estourou pelas terras brasileiras e que passava o clipe de Helena tanto, tanto na MTV que não tinha uma alma que ainda agüentasse ouvir aquela música. (Por mais linda que ela seja)

Aí veio o meu descontentamento: o cd “The Black Parade”. Não sei o que acontecia, era simplesmente algo que não me agradava, aquela coisa toda me parecia tão artificial. As cores parecidas nos clipes, enfim, não me agradava. Não era MCR pra mim.

E foi aí que eu simplesmente parei de escutar tudo deles nos últimos anos. Não conseguia.

Até que há poucas semanas, estava vendo tv e me deparo com o clipe de “Na na na” e putaqueopariu! Parece que o MCR voltou a ser legal. E, sim, a minha paixão voltou. Porque, sim, MCR ainda ocupa um espacinho nesse meu coração de pedra.

 

 

Funeral for a Friend.

Fui arrebatada por uma vontade de escutar algumas músicas que ouvia na adolescência e indo de link em link acabei por lembrar de bandas que gostava muito, mas que nem lembrava e uma delas foi o Funeral for a Friend.

Fiquei prestando atenção em cada uma das bandas e FFAF foi a que, depois desses anos todos, ainda me parece mais madura e gostosa de ouvir. E acabei decidindo postar sobre eles, coincidentemente no dia dos mortos (haha).

Depois que decidi postar sobre eles, fiquei indecisa sobre quais vídeos postar, porque foram tantas as músicas que permearam a minha vida e que me emocionam, que seria impossível colocar todas aqui.

Acho que a primeira música que ouvi do FFAF foi “Juneau”, que por anos foi a minha música predileta. Nos meus cadernos do ensino médio, reinava o “I’m nothing more than a line in your book”, escrito em todos os cantinhos.

Engraçado é que FFAF reinava as minhas vontades adolescentes. Até quis aprender sapateado por causa desse clipe:

Acho que tive vontade de fazer este post para que uma banda tão bacana não caia no meu esquecimento de novo, porque, ainda que eu tente fugir dos resquícios de minha adolescência emo, toda vez que ouço algumas músicas, me sinto extremamente emocionada, é alguma coisa que mexe comigo que não sei explicar. E sei que, anos e anos passarão, mas continuarei a gostar de todas essas músicas a cada vez que ouvi-las.

Não sei, mas não consigo achar algumas bandas “emo” infantis. E, de longe, a mais madura delas é o FFAF para mim. Primeiro, porque não é emo, só era moda entre os emos e segundo porque acho as letras, os clipes, as idéias muito mais elaborados do que nas outras bandas. FFAF não é só revolta adolescente, ou sofrimento besta porque um amor foi perdido.

FFAF é aquilo que a gente sente, que a gente quer gritar, aquilo que mexe com a gente e que causa mudanças bruscas.

E se tem uma banda que me fez parar para prestar atenção em cada uma das letras foi essa, porque cada música me diz alguma coisa e me faz pensar um pouquinho sobre a minha vida e sobre o mundo em que vivo.

The Used e as minhas lembranças.

Hoje fiquei com vontade de ouvir The Used.

Das bandas que eu gostava na minha adolescência, era sem dúvida uma das que mais idolatrava.

Quando era mais nova, só gostava de músicas gritadas e muito muito sentimentais ou muito muito muito politizadas. Daí eu gostar de hardcore, emocore, screamo e todas as coisas que lá para meados de 2004/2005 davam motivo para te apontarem e falarem “emoooo”.

Nem lembro como conheci a banda, na época, procurava bandas nesse estilo com uma freqüência muito, mas muito grande, só lembro que uma das primeiras músicas que ouvi era “A box full of sharp objects”:

Enfim, The Used para mim era mais do que a música, ou do que um vocalista bonito que me lembrava o Kurt Cobain, e ainda, bem mais do que seus clipes que me agradavam muito esteticamente.

Eles diziam para o mundo o que eu estava com vontade de gritar.

E, sim, diziam gritando.

Não adianta, fico anos sem ouvir qualquer música da banda e fico emocionada cada vez que ouço, porque as músicas que ouvia quando tinha 16, 17 anos são, para mim, atemporais, dizem de angústias, raivas, felicidades, vontades que sinto sempre.

E é por isso que, para mim, o The Used é bem mais do que a banda que os emos estampavam em suas camisetas há uns 5 anos, é uma das coisas mais legais do mundo e vai continuar a ser por muitos anos, acredito.