Of Monsters and Men.

Quero começar dizendo que este é um daqueles posts raros. Não é sempre que a gente gosta de uma banda num nível que faça com que ela passe a figurar a nossa lista (tão seleta) de bandas prediletas.

A última vez que algo assim tinha acontecido em minha vida foi quando conheci a Kate Nash (de quem falei aqui e aqui também).

Com o Of Monsters and Men aconteceu de novo é é muito feliz poder fazer um post realmente apaixonado sobre a experiência de alguma banda.

Como com muitas outras bandas de que já falei e ainda vou falar, conheci o OMAM quando estava vendo MTV. O clipe que passou era o de “Little Talks”:

Fiquei tentando lembrar de baixar o disco, mas sempre, sempre esquecia. Até que um dia lembrei de baixar. E, confesso que, depois da paixão à primeira ouvida, ouvir as outras bandas que estava ouvindo nestes tempos não parecia mais tão legal. De uma forma ou de outra, a minha forma de análise tinha mudado depois de ouvi-los.

Vi vários textos sobre o OMAM e, em todos eles, as pessoas estavam tentando dizer: “é uma banda folk” ou “é uma banda indie” ou “é uma banda celta” ou ainda “é uma banda pop”. Eu, particularmente, acho que uma das maiores “interessâncias” da banda está no fato de misturar tudo isso: as influências da música indie, com o cunho regional islandês, com as vocalizações e refrões marcantes e com apelo pop. Tudo isso é que faz com que a sonoridade seja tão única… e tão apaixonante.

Muitas das letras são construídas em torno de narrativas, o que faz com que várias das músicas tenham um certo ar de “contação de histórias”. Não consigo não pensar que seja influência da tradição islandesa em relação às lendas. Ainda que as histórias contadas tenham algo muito forte de sentimento, angústias, alegrias, etc, etc, etc.

O nome do disco é “My head is an animal”, uma frase de “Dirty Paws”. Vi, em uma entrevista, os integrantes dizerem que todas as músicas do disco poderiam levar esse nome, porque este era um conceito que atravessava todo o disco. E acho que isso é capaz de falar muito da coesão do disco, em relação a uma forma que está ali, feita, construída.

E aí eles vieram para o Lollapalooza e, além do show do festival, fizeram um “sideshow”. Fui neste segundo (se quiserem, tento fazer uma resenha do show, é só pedirem nos comentários). E, gente, que momento mais encantador! Ainda estou tão tomada por aquele momento que não é raro me pegar lembrando e ficando arrepiada ou com os olhos marejados. Um momento daqueles que fazem a gente lembrar que o corpo sente, que a vida existe e que ela pulsa. (Puta que o pariu! Como pulsa!)

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Cantinho da Vergonha #02. Anos 90 e as suas boybands.

Ah, os anos 90! Tempos de bandas maravilhosas como o Nirvana, o Pearl Jam, o Smashing Pumpkins, o Live e… tempos de coisas medonhas como as malditas bandas de Dance Music que cantavam músicas emblemáticas como “Come come come into my life, come come stay with me, nobody loves me, nobody loves me enough… panananan, oh no!” ou mesmo “all that she wants is another baby… tanãnãnã”.

Anos 90, os tempos daqueles 5 garotos bonitos que cantavam bem, atiçavam a libido das garotinhas e garotinhos, além de ter uma música. Afinal, assim, a gente sabe que todos os outros elementos de uma boyband eram mais importantes que a música, mas a gente gosta delas mesmo assim. Seja por apego emocional ou seja porque, de alguma forma, naqueles tempos as pessoas sabiam fazer música pop boa e que conquistasse o galere.

A primeira boyband que lembro de ter visto e gostado foi o Boyzone:

Devo dizer que não era nada perto do que estaria por vir nos anos seguintes com a, muito possivelmente, maior banda de garotos-bonitos-cantores que já pisou nesse planeta. AH, os Backstreet Boys!

No começo e, para mim, nos melhores anos da banda, tudo parecia muito ingênuo: os clipes não eram superproduzidos, os estereótipos extremamente marcados, mas as músicas eram um pop muito bacana e bem pensado.

Aí as coisas começaram a melhorar, os clipes começaram a ganhar produções interessantes e bacanas:

Aí depois veio o Millenium, o disco deles que mais fez sucesso, que tinha “I Want It That Way” e que tinha clipes que ficavam eternamente no 1º lugar do Disk MTV, o que me fez cansar bastante, na verdade.

Aí eu comecei a gostar mais da 2ª boyband mais legal daqueles tempos. O N Sync, o Justin-Cabelo-de-Pipoca, os clipes dramáticos e sem sentido, enfim, uma combinação bizarra que só poderia gerar uma coisa em todos nós: Muito amor!

Não tem jeito, poderiam lançar 800 mil boybands, mas nenhuma era tão legal quanto essas duas e, olha, eu nem sei explicar o porquê. HAHAHAHAHA.

O 5ive até tinha algumas músicas bem bonitinhas:

Mais tarde um pouquinho surgiu o Westlife, que foi a última boyband que eu gostei de verdade.

Depois disso, as boybands começaram a perder força e começou a vir aquele rockinho mela-cueca tipo The Calling, Creed e alguns outros. Eles não eram tão legais quanto aquelas bandas dos já idos anos 90 e imagino que nunca tenham ganhado quartos lotados de pôsteres e tanta libido de tantas garotas e garotos. Ali, os tempos já eram outros, mas muitos daqueles que gostaram de boyband no fim dos 90, certamente, ainda as ouvem, mesmo que escondidos no quarto.

Sobre como redescobri a KT Tunstall…

A primeira impressão que tive da KT Tunstall é de que a sua música era sem graça. Sabe aquela coisa do “não cheira, nem fede”?

Então, era bem por aí. Não conseguia gostar, nem desgostar.

Mas, então, aquela música “Suddenly I see” foi parte de uma trilha de novela e o que eu já não via graça, simplesmente passava a não descer pela minha garganta. Aquela coisa de banda que toca tanto que você passa a não gostar por causa da exaustão.

Pois bem, até que um dia estava vendo tv e começou a passar um festivalzinho qualquer no Multishow e a KT,ah a KT… estava vestindo uma legging dourada e, assim, meu coração fashionista me dá dicas de que qualquer um pode duvidar, mas ele me disse bem assim: “Alguém que usa uma legging dourada não pode ser ruim” e, assim, fui eu baixar coisas da KT para ouvir e descobrir o porque ela podia ser assim tão cool.

KT, para mim, é mais ou menos assim: uma bela voz rouca, uma mistura de country, pop, rock alternativo e mais um monte de coisas legais, letras bonitinhas, efeitos legais e um pouquinho de genialidade e entendimento musical.

A música que fez eu entendesse o que era a KT e que me fez baixar todos os cds e ficar apaixonada por ela foi essa aqui:

Porque “Funnyman” tem toda uma coisa bela mesmo, melodia tocante, mesmo sendo simples, extremamente simples.

A voz da KT é bastante incomum, não acho que seja um tipo de voz valorizado, nem um jeito de cantar valorizado, porque não tem aquela coisa meninoca, nem tem aqueles trejeitos irritantes de diva que muita gente ainda gosta. A KT é…hmmm… diferente e por isso é legal.

Além disso, ela sempre sempre faz covers lindos de músicas super legais, tipo “I Want You Back” do Jackson 5, ou a super divertida “Walk like an Egyptian”, das Bangles.

Mas acima de tudo o que acho mais legal é que a KT, sozinha, é uma banda completa, ela tira todos os pedais e barulhos corporais possíveis, fazendo com que, mesmo em performances solitárias, as músicas se tornem completas. E isso é muito especial.

KT é daquelas que são música em essência mesmo. E isso me faz perceber que, de sem sal, ela não tem é nada.

Kate-minha-musa-Nash

A Kate Nash é daquelas que embalou muitos e muitos momentos da minha vida. Seja porque ela me ensinou um pouquinho que, para cantar, não precisa ter aquele vozeirão desgramado, seja porque ela escreve de um jeito que me fascina.

Bem, a Kate entrou na minha vida assim: MTV, de manhã, clipe de “Foundations”, depois disso nunca mais saiu.

Porque era muita fofura para uma coisa só, muita lindeza para uma pessoa só e, poxa, ela tinha uma meia-calça amarela. Não precisava de mais muita coisa para conquistar esse meu coração fashionista.

Aí fui lá, baixei o cd e, gente, juro que ouvia o “Made of Bricks” tipo umas 5 vezes por dia e não me cansava. Kate sabia explicar em palavras muitas das coisas que eu sentia e de um jeito muito simples, sem querer tornar tudo gigantesco. Era aquilo ali e era.

Kate sabia xingar com finesse e dizer coisas bem bonitas com a mesma habilidade. E tudo isso fazia da música dela encantadora.

Aí veio um período da minha vida que deixei de escutar tanto a Kate e, de repente, surge o segundo cd e acaba com o meu coração. Porque… eu não gostei.

Na verdade, estou no processo de gostar desse disco, porque como meu namorado diz:

“O cd não é ruim, ele não é o que você queria”.

E é bem por aí mesmo, já me simpatizo com algumas músicas e a Kate continua sabendo descrever coisas que vivo e que fazem parte da minha vida de um jeito que poucos sabem dizer.

Acho legal essa coisa de música com pianinho feliz, que trata de coisas sinceras e a Kate é a melhor nisso.

Ela é a melhor nisso, porque só ela sabe expressar tão lindamente angústias  da vida em frases como  “I wish you could figure me out, but you always wanna know what I was about” ou expressar a simplicidade de ser em letras como “Mouthwash”, ou a angústia de ser e lidar com a dualidade em “Skeleton song” e por aí vai.

Kate é uma linda.

E, além disso, faz as melhores covers do mundo:

Kate é assim tão fascinante por ser humana, por desafinar, por admitir fraquezas de um jeito que poucos sabem. Acho que algumas pessoas deviam tomar um pouco disso para a vida, porque ninguém precisa ser perfeito para ser legal. E, às vezes, o belo está justamente nos pequenos feios que temos em nós.

Falando de Fresno (e de mim, por conseqüência)

Desde que escrevi o post a respeito do Esteban, a carreira solo do Tavares, me deu uma puta vontade de escrever sobre a Fresno.

E aí, comecei a pensar: afinal, como escrever a respeito de uma banda que acompanha a minha vida há tanto tempo?

Quando achei a solução, pensei em um tipo de post que passasse por cada um dos discos da banda, porque sei que posso falar de cada um deles com certa propriedade (e de alguns com muito mais amor).

A Fresno entrou na minha vida em um dia que um colega de escola me emprestou o ” Quarto dos Livros”, o primeiro cd da banda. Depois daquelas dez músicas, foi pura paixão. Esse mesmo colega me deu esse cd de presente e, sem mentira alguma, colocava no repeat e ouvia muitas, muitas vezes em um dia.

Fresno esteve comigo durante os últimos 7 anos da minha vida, pelo menos. E nunca saiu, porque poucas bandas conseguem colocar em palavras tudo aquilo que sinto.

Já aviso, antes de começar este post pra valer que se você acha que Fresno é uma banda emo tonta e não quer acreditar em nada que eu vou falar aqui, eu dou o conselho de você tentar ao menos se despir um pouquinho disso, porque Fresno é bem mais do que essa imagem que se criou em volta de um nome que a maioria das pessoas nunca nem parou para escutar.

Bom, recado dado. Vamos lá.

Fiquei em dúvida sincera sobre qual seria o primeiro disco a comentar, se seria a demo “O Acaso do Erro” ou “Quarto dos Livros”. Optei por falar da demo.

Eu tenho muito amor por cada uma das músicas da demo, é sério. Mas a qualidade da gravação é péssima e, musicalmente, ela é bem falha em alguns momentos. Mas a real é que eram alguns garotos fazendo hardcore, de um jeito bem inocente ainda e isso é encantador.

As letras são simples, mas são bem bonitinhas, porque tem toda essa pegada adolescente que permite justamente existir coisas como “Seu namorado é um idiota”, entende?

Das sete músicas, as duas que mais gosto são “(se ao menos você voltasse)” e “se um dia eu não acordar”.

Depois vem “Quarto dos Livros”, que é um cd que eu tenho muito, mas muito amor.

Bom, acho que a maturidade que vem nesse disco vinha mostrar que a Fresno não ia ser só aquela banda de meninos juvenis.

Nesse disco, as letras começam a ser mais trabalhadas, mais metafóricas e mais sutis. Ao mesmo tempo, existiam as letras diretas. E esse é um ponto que fica até hoje na Fresno, algumas letras sutis e outras extremamente diretas.

Musicalmente, nesse disco, as músicas continuam com aquele pé no hardcore, mas acho que o pé no pop começa a existir, em músicas como “Carta”, principalmente.

Nesse disco, guardo um carinho especial por “Mais um Soldado”, “Stonehenge”, “O Gelo” e “Sono Profundo”. (Notem que o disco tem 10 músicas e eu guardo carinho especial por 4)

Depois veio “O Rio, a Cidade, a Árvore”. Uma marca muito, mas muito impressionante na Fresno é a maneira com que eles amadurecem a cada disco. É surreal.

Seria muito falar que esse é um dos discos que mais gosto da Fresno? Seria muito falar que eu tenho vontade de agarrar meu cd desse e não largar nunca mais?

“O Rio, a Cidade, a Árvore” é coeso. Extremamente coeso. As músicas se encaixam de forma que você sente que está ouvindo uma história.

Esse disco tem muito da vida, tem gritos e suspiros. Calma e pressa. Amor e desilusão.

Acho que uma coisa que me marca muito nesse disco é começar a perceber o quanto o Lucas estava se tornando, de fato, um grande cantor.

Nesse disco, tenho como prediletas “Orgulho”, “Impossibilidades”, “Verdades que Tanto Guardei”, “Outra Vez” e “Evaporar”.

Bom, o “Ciano” é um disco que demorei a gostar. Demorei muito. Porque acho que é quando o pop entra na Fresno de fato.

Juro que demorei mais de um ano para ouvir este disco e não reclamar nenhuma vez.

Depois que gostei, percebo um amadurecimento musical mesmo, que sai daquela amarra de “nós fazemos só isso” cai para outros ramos da música. E isso parece bastante positivo.

As letras vão de histórias de amor a frustrações pessoais.

Devo dizer que este disco saiu bem naquela época da moda insuportável de emo, em que todo mundo que não gostava de uma estética, passou a falar que odiava um estilo musical que nem conhecia. E, nesse momento da moda, justamente em que a Fresno podia ter se prendido naquilo que era mais seguro, eles foram lá e fizeram um disco mais aberto. Ponto para eles.

Nesse disco, “Absolutamente Nada”, “Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas” e “Logo você” são as minhas prediletas.

(Post gigante, né? Calma que faltam só mais dois discos… Hahahaha.)

Bom, o “Redenção” marca uma série de mudanças. Marca a entrada do Tavares como baixista. Marca a entrada da Fresno em uma gravadora. E com a entrada do Tavares, marca a mudança das composições.

Acho que o Tavares é um puta de um compositor e ele traz para a Fresno coisas mais quebradas, mais maduras musicalmente.

“Redenção”, para mim, é o momento mais pop da Fresno. E um dos mais emocionantes também.

É um cd bastante coeso e, apesar de trazer músicas que eu não gosto, é um dos discos que mais ouvi.

Nesse disco, a música que mais gosto é “Milonga”, que arrisco dizer que é a música que mais gosto em toda a carreira da Fresno. É uma das músicas mais trabalhadas, com uma das letras mais maduras e mais bem escritas.

O último cd, o “Revanche” juro que quase não escutei.

Não tinha baixado, porque não tinha tido interesse. E não sei porque não tinha surgido o interesse.

O pouco que ouvi, senti riffs mais puxados pro rock. Senti ainda a pegada pop. Senti as letras maduras. E senti que a Fresno firmou um lugar. Senti que eles são a Fresno e que ninguém mais é parecido com o que eles fazem.

Fiquei apaixonada pelo clipe de “Eu sei”.

Falo que falar da Fresno é falar da minha vida, porque sinto que musicalmente, fui trilhando caminhos parecidos. Os dois pés em um lugar, o começar a mesclar, o negar a origem, o voltar a origem com todas as mudanças das experimentações vividas.

Fresno é digno. Fresno é uma das melhores bandas nacionais. E eu só tenho dó das pessoas que se neguem a escutar música boa por puro preconceito.

Esteban Tavares.

Aviso desde já que esse vai ser um daqueles posts de fã insuportável.

Sou fã do Tavares desde que conheci o trabalho da Abril, sinceramente, não lembro bem quando foi. Sei que Abril foi muito amor. Porque era mais uma daquelas bandas gaúchas que cantavam com sotaque. E isso me fascina demais.

E aí veio o momento em que o Tavares entrou na Fresno. E foi muito, mas muito mais amor. Porque eu já era fã de Fresno, adorava as composições do Tavares e sabia que tudo ia ficar ainda mais lindo com ele. E, não posso negar, a Fresno amadureceu demais com ele ali.

Depois veio o Esteban. A carreira solo dele. E é a ela que vou dedicar o post de hoje.

Acho que o Esteban é a parte mais pop da carreira do Tavares. Não sei porque, mas imagino que Esteban seja o lugar onde ele se sente mais livre para colocar os elementos que ele não consegue colocar em outros lugares. É lá que sinto a influência clara de Engenheiros do Hawaii, banda da qual o Tavares é declaradamente fã, por exemplo.

Sempre, sempre fui apaixonada pela voz do Tavares. Acho que é uma voz linda e impecável na sua imperfeição. A voz dele tem força, tem peso e leveza. E tem emoção, é daquelas coisas que você ouve e sabe que o cara tá cantando com vontade, com paixão. E além disso, amo gente que canta com sotaque.

Agora, vamos falar das composições. 🙂

Acho que o Tavares é um dos grandes compositores mais novos. Ele faz letras belíssimas e músicas extremamente concisas.

É engraçado, né? Tem gente que nasceu para fazer música. E acho que o Tavares é dessas pessoas, que a gente sente que ama de verdade estar fazendo aquilo.

E é por essas e outras que eu não me canso de ouvir.

Natasha Bedingfield e coisas da vida.

Em algum momento da minha vida, quando percebi que não ia conseguir viver de música aos meus 18,19 anos, fiquei bastante mal. Achava que, se entrasse em uma faculdade, nunca ia viver daquilo que eu mais gostava.

Aí, um dia, do nada, vi a história da Natasha Bedingfield e descobri que ela tinha estudado psicologia, justamente aquele curso que eu ia prestar. E, de repente, bateu em mim aquela coisa de que a Natasha ainda encaixaria em muitos momentos da minha vida para me dar forças.

Desde a primeira vez que ouvi a voz da Natasha tive uma impressão muito boa. Primeiro, porque ela tem um timbre muito especial e segundo porque acho que ela trabalha melodias de um jeito que me lembra bastante o Sting. Então, ponto positivo, gata.

Não consigo falar de Natasha e não falar de “Unwritten”, porque foi aquele boom. Todo mundo colocando frases no orkut, tocando no rádio a todo momento e… depois nem se ouviu mais falar da Natasha no Brasil.

Uma pena. Digo, uma grande pena, porque acho que das cantoras pop mais novas que escuto, ela é das que tem uma carreira mais consistente e coesa. Ela é daquelas que, dentro da música pop, consegue definir quem é a Natasha Bedingfield, o que ela faz, como ela canta. Ela tem um espaço dela. Ninguém mais é como ela e, nesses anos, ela não se tornou mais ninguém.

Algo que gosto muito na música da Natasha é que você ouve pop, mas sabe que ali tem muito mais coisa, ali tem rap, ali tem gospel, ali tem reggae. E isso é muito, muito rico.

Mas, afinal, e “as coisas da vida”?

Então, há alguns dias estou tendo dificuldade para cantar. Não tenho ar e tudo fica difícil. Descobri que tenho asma, bem agora que estava na pegada de voltar a cantar. Agora que tenho vontade, simplesmente, não consigo cantar tudo que conseguia antes.

E daí comecei a pensar que pessoa no mundo tinha músicas que pudessem me dar força para continuar cantando apesar de tudo isso que estou passando e que, literalmente, me sufoca.

E aí lembrei que a Natasha me deu força o suficiente para continuar cantando quando entrei na faculdade e que as músicas dela sempre, sempre tem letras que mexem comigo lá no fundo da minha alma. E aí fui ouvir a Natasha, ler as letras dela e tentar ficar bem.

E é isso que eu estou fazendo, tentando ficar bem e com a Natasha de trilha sonora.

 

-“I’m only one voice in a million
but you ain’t taking that from me”.

🙂