Entre doçuras e retrozisses com a Lady Linn.

Eu sou uma daquelas pessoas que adora qualquer coisa que tenha uma influência, nem que seja mínima, dos anos 50 e 60. Tanto é assim que metade das minhas roupas ou tem bolinhas, ou é acinturada, ou é retinha, minimalista e sessentinha. E é assim: eu vejo qualquer um desses elementos e já gosto. Ponto final.

Aí você tá aí, já achando esse papo muito estranho, afinal, isso é aqui é um blog de música. Calma aí, eu explico: É que acho que com essa ligação forte que temos com o imagético, a estética visual acaba influenciando nossos gostos auditivos de alguma forma. É só ver as menininhas gritando pelo Justin Bieber que vocês conseguem entender o que eu estou falando.

Bom, vamos ao ponto. Pegue as bolinhas, o minimalismo, as franjas, toda essa retrozisse… Então, agora pensa num jazz mais cool. Mistura isso a uma garota belga lindíssima. Então, isso é a Lady Linn.

Lady Linn  é uma daquelas coisas que você consegue ouvir o mesmo cd por horas seguidas que não se cansa de tanta doçura. Uma voz delicada, diferente, com uma banda muito, mas muito bem pensada e embasada na influência do jazz do meio do século passado.

Adoro quando encontro gente que é realmente músico, entende?  E eu enxergo os discos da Lady Linn como um elemento de construção mesmo: Vamos ouvir bastante isso que a gente gosta e fazer uma coisa que realmente tenha a ver com esse jazz que a gente curte. Então, vamos lá. E aí você estuda, constrói e faz. E fica lindo. Ficou lindo.

Essa é a minha música predileta dela:

Ela é a última música do primeiro disco. E o que mais gosto é a maneira como ela vai numa coisa super cinqüentinha. Linda, suave e acaba trazendo batidas eletrônicas de hip hop, sabe? Bonito, inteligente, pensado. Coisa que devia ser ouvida por todo mundo.