Agridoce.

Agridoce é um projeto paralelo, coisa não muito comum entre artistas brasileiros. Acontece que Pitty (já falei dela aqui) e Martin se juntaram para fazer alguma coisa diferente daquilo que acontece na outra banda deles. E é disso que vou falar hoje.

Lembro de alguma coisa ter me levado a algumas poucas músicas gravadas por pelos dois, alguma coisa no My Space. Nascia alguma coisa diferente, bem do jeito que nasce uma nova banda: Pela vontade de fazer algo diferente, de dar espaço para aquilo que precisa ser colocado para fora.

Entre essas primeiras músicas, já estava “Dançando”, aquela que acabou ficando mais famosa. Li em algum lugar a Pitty dizendo que começou a escrever a letra dessa música após um encontro com amigos e que ela fala daqueles momentos em que a gente se sente bem por gestos simples que são belos.

Se paro para pensar no que a Pitty disse dessa música, da beleza na simplicidade, começo a perceber que o lance do Agridoce, para mim, é bem isso mesmo: o simples que é belo, que é singelo, que pode, sim, ser dor e que traz o belo da dor conjuntamente.

Gosto muito dos elementos musicais que existem nas músicas desse projeto: as percussões, o piano, os violões, as duas vozes, a escaleta , enfim: Gosto de se trazer mais elementos para a música. Ainda mais elementos mais orgânicos num tempo de tanta coisa eletrônica sem freio.

Acho que as letras do Agridoce são mais falando de si. Da dor da existência, da dor do amor. Não só da dor, mas das alegrias. Acho que são letras que falam do peso da existência: um peso que dói e que é prazer.

Agridoce é uma daquelas coisas que vale a pena ouvir. Não há no Brasil nada que seja muito parecido: Existe coisas com influências notavelmente parecidas como a Tiê e o Thiago Pethit, mas mesmo que você não goste da banda que leva o nome da Pitty, acho que precisa ouvir, porque isso aqui é diferente: as letras são diferentes, os elementos são outros, a temática é outra, o clima é outro, a banda é outra. E tem até cover de Smiths, para gente se apaixonar ainda mais.

Coração de Pirata.

Tive uma certa fixação pela língua francesa por um tempo. Nada que se compare a minha paixão pelo alemão, mas era uma admiração que me fazia ver filmes, ouvir músicas e gostar de coisas que fossem ditas/sentidas nessa língua.

Foi nessas que conheci Coeur de Pirate. Lembro de ter visto em algum blog e de ter me encantado pela foto de uma moça toda tatuada, liiinda e que, para deixar tudo mais bonito, cantava.

A tal Coração de Pirata se chama Béatrice Martin e é canadense, tem a voz toda doce e músicas tão bonitinhas, mas tão bonitinhas que fazem doer qualquer dente por aí.

A primeira música que ouvi foi “Comme des Enfants”, que é nesse pega de fofurice, o clipe é lindíssimo e é daquelas coisas que te deixam com um sorrisinho de canto de boca.

Saber que a Béatrice vem de uma banda de hardcore me deixa um pouco mais confortável. Não sei porque, mas saber que há quem mude bruscamente o tipo de música que faz em lugares diferentes, me faz pensar que posso fazer isso também e que não há mal algum nisso. (Acho que o tal “trair o movimento” está falando em mim nos últimos tempos).

O que importa mesmo é fazer música que te mova. E acho que, independentemente de ritmos, a gente pode trazer o que nós somos em muitas músicas.

Mas…Voltando à Béatrice…

Algumas músicas trazem aquele pianinho feliz, que me lembram, é claro, a minha musa Kate Nash. E isso me faz gostar demais dela.

E nessa busca para postar, dou de cara com um bom encontro. Um cover de Cyndi Lauper. Que cairia bem em qualquer momento da vida, para quem, como eu, é fascinado pelos anos 80.

Acho que essa coisa do blog tem sido boa para me fazer redescobrir coisas que estavam perdidas nas pastas do computador do meu namorado/marido. E a tal Béatrice era uma delas. Que bom que a ressuscitei.

Tiê, sua linda!

A primeira vez que ouvi falar da Tiê foi em uma matéria da TPM. Me senti interessada pela roupa que ela usava nas fotos (essa que está aí em cima é uma delas) e comecei a ler.

A matéria contava a história de uma garota, cantora, que perdia a voz por causa de uma doença e que, em poucos anos depois, estava aí cantando novamente.

Não há como não se emocionar com uma história dessa. Não há.

E fui caçar as músicas da moça para ver qual era.

Não vou dizer que foi amor à primeira “ouvida”, porque não foi. Achei as músicas belas, com letras belas, sim, mas tenho algum problema com coisas vagarosas e demorei um tempo para me acostumar.

No mais, desde o começo, achei a voz dela muito doce e fofa. Limpa, sem firulas, bem do jeito que eu gosto.

Além de ser a cantora de voz doce, sem exageros, ela me agrada pela coisa de mpb com folk e com música francesa que ela tem que é dela e só dela.

Devo comentar que ela é muito bem vestida também e que meu interesse por moda não me deixa fugir de sempre dar uma espiadinha nas roupas dela.

Aí com o tempo, fui me acostumando com a vagareza, e “Sweet Jardim” se tornou presença constante no meu dia-a-dia. Foi um amor construído pelo tempo, eu diria.

A última coisa de que preciso falar da Tiê é que fazia tempo, mas muito tempo que ninguém tirava lágrimas de mim simplesmente pela beleza de alguma coisa. E “Te Valorizo” é daquelas músicas que sempre, sempre que vou cantar, me sinto tão envolvida, mas tão envolvida que começo a chorar.

Música assim faz falta. Às vezes, a gente cansa um pouco de super produções e quer a simplicidade sincera. E é aí que a gente coloca o cd da Tiê pra tocar.

 

I wanna be Terra.

De todas as cantoras que conheci nas minhas buscas internéticas, a que mais sou apaixonada é sem dúvida a Terra Naomi. Conheci a Terra numa das minhas buscas “youtubescas”, quando achei um dos vídeos em que ela fazia cover.

Se não me engano, foi o cover de “Umbrella”, na época em que a música da Rihanna era moda, mas não foi esse vídeo que me fez apaixonar, definitivamente. Foi ela fazendo cover de Cindy Lauper que me encantou mais que tudo.

Depois fui procurar sobre a Terra e descobri que ela tinha músicas próprias e que até tinha ganhado um prêmio do youtube, o que possibilitou que ela gravasse um cd com músicas próprias, produção boa, repaginagem de visual e todas essas coisas.

A Terra estudou música, e isso a gente percebe na dificuldade de cantar suas músicas  e no quanto ela tem técnica. E uma das coisas que mais admiro na Terra não é só a técnica, mas a versatilidade de sua voz, como a gente pode ver quando ela faz covers que passam por diversos tipos de música.

Outra coisa que gosto bastante da Terra é que ela é capaz de transformar músicas de outros artistas em músicas dela. Como quando ela fez cover de ” The drugs don’t work”, do Verve.

E depois de tudo isso, só posso dizer, Terra, eu quero a sua voz e sua música para mim. Posso?