A moda da vez que a gente não agüenta mais #01: Adele.

Conheci o trabalho da Adele em 2009 e fiquei vidrada. Achei “19” um daqueles discos encantadores: tinha música fofa de amor, tinha música de dor de cotovelo, tinha “Hometown Glory” e “Chasing Pavements”. Era um disco consistente: daqueles que a gente apaixona e não pára de ouvir.

Daí chegou o “21” e eu fiquei tão feliz que ela tinha lançado um disco novo, porque era a Adele, poxa, aquela cantora que me encantou desde o primeiro momento em que sua voz chegou aos meus ouvidos. E eu achei esse disco muito mais bem produzido, sim, mas não tão encantador quanto o outro. Isso se deve, é claro, ao meu apreço por estéticas de cantar mais suaves. Esse disco não era assim, mas era Adele, então, estava valendo.

Estava valendo até que… “Rolling In The Deep” virou um daqueles hits desenfreados, que toca em todos os lugares do mundo, que passa na MTV a cada meia hora, que puxava as pessoas a fazerem covers infinitos no youtube. E tava lá, todo mundo cantando Adele. E eu ficando cansada dela, mas até aí, tudo bem, era só eu não parar para ouvir, sabe?

Mas… aí… veio o sucesso estrondoso de “Someone Like You” e foi o suficiente para eu não agüentar mais ouvir falar da Adele, não agüentar ver as fotos dela na Vogue, por mais linda que ela estivesse, não ficar feliz por ela ganhar tantos prêmios no Grammy, porque não me surpreendia ela ganhar. Todas as meninas queriam ser a Adele, todas as cantoras querem ser como ela, ela está lá em todas as revistas. E eu tô aqui sabendo que, logo logo, já não vou mais agüentar “Set Fire To The Rain”…

E isso é muito, mas muito triste, porque… eu gosto MUITO da Adele, acho que ela é talentosa como tão poucas cantoras desses tempos, criativa, intensa, forte, apaixonante. Espero que quando esse turbilhão passar, eu consiga realmente ouvir o “21”, sentir genialidade nele e entender porque ele fez tanto sucesso. Por enquanto, porém, eu escolho ouvir o “19” quando eu quiser lembrar porque eu me apaixonei pela Adele há 3 anos…

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Kate-minha-musa-Nash

A Kate Nash é daquelas que embalou muitos e muitos momentos da minha vida. Seja porque ela me ensinou um pouquinho que, para cantar, não precisa ter aquele vozeirão desgramado, seja porque ela escreve de um jeito que me fascina.

Bem, a Kate entrou na minha vida assim: MTV, de manhã, clipe de “Foundations”, depois disso nunca mais saiu.

Porque era muita fofura para uma coisa só, muita lindeza para uma pessoa só e, poxa, ela tinha uma meia-calça amarela. Não precisava de mais muita coisa para conquistar esse meu coração fashionista.

Aí fui lá, baixei o cd e, gente, juro que ouvia o “Made of Bricks” tipo umas 5 vezes por dia e não me cansava. Kate sabia explicar em palavras muitas das coisas que eu sentia e de um jeito muito simples, sem querer tornar tudo gigantesco. Era aquilo ali e era.

Kate sabia xingar com finesse e dizer coisas bem bonitas com a mesma habilidade. E tudo isso fazia da música dela encantadora.

Aí veio um período da minha vida que deixei de escutar tanto a Kate e, de repente, surge o segundo cd e acaba com o meu coração. Porque… eu não gostei.

Na verdade, estou no processo de gostar desse disco, porque como meu namorado diz:

“O cd não é ruim, ele não é o que você queria”.

E é bem por aí mesmo, já me simpatizo com algumas músicas e a Kate continua sabendo descrever coisas que vivo e que fazem parte da minha vida de um jeito que poucos sabem dizer.

Acho legal essa coisa de música com pianinho feliz, que trata de coisas sinceras e a Kate é a melhor nisso.

Ela é a melhor nisso, porque só ela sabe expressar tão lindamente angústias  da vida em frases como  “I wish you could figure me out, but you always wanna know what I was about” ou expressar a simplicidade de ser em letras como “Mouthwash”, ou a angústia de ser e lidar com a dualidade em “Skeleton song” e por aí vai.

Kate é uma linda.

E, além disso, faz as melhores covers do mundo:

Kate é assim tão fascinante por ser humana, por desafinar, por admitir fraquezas de um jeito que poucos sabem. Acho que algumas pessoas deviam tomar um pouco disso para a vida, porque ninguém precisa ser perfeito para ser legal. E, às vezes, o belo está justamente nos pequenos feios que temos em nós.

Oasis, irmãos Gallagher, eu e minha irmã.

A minha relação com o Oasis está permeada em todos os momentos com a minha relação com a minha irmã.

De todas as bandas que gostamos juntas, essa é a que mais gostamos, a que mais ouvimos e cantamos junto durante a nossa vida.

Oasis é uma daquelas bandas que ouço desde criança e que é tão importante na minha vida que nem sei como explicar. E já que as comparações são sempre inevitáveis, Oasis é sim mais importante do que Beatles para mim.

Mas, putaquepariu, como?

Simples, porque Oasis acompanhou a minha vida desde muito cedo. Fosse pelos clipes, fosse pelas músicas, pelas cantorias com a minha irmã, eles estiveram acompanhando alegrias, tristezas, brigas, carinhos e tantas coisas que, se pudesse escolher as músicas da trilha sonora da minha vida, pelo menos umas 5 seriam deles.

Acho que toda a minha adoração pelo Oasis vem pelas letras tratarem de tudo o que faz parte da vida e por elas terem estado comigo desde os momentos em que eu queria fugir de tudo até aqueles momentos em que eu queria mais é curtir a vida loucamente.

Oasis me arrepia, me emociona de uma forma que poucas bandas conseguem. É rock ‘n roll, é legal, é emocionante, é psicodélico nos momentos certos. Enfim, Oasis é bom, é muito bom, poxa.

E o mais legal é que sempre fico meses sem ouvir Oasis e quando ouço, passo dias e dias só ouvindo Oasis e lembrando de um monte de coisas que permearam a minha vida.

Depois de um post tão confesso que vivi, só posso dizer que depois de mim e da minha irmã, os irmãos Gallagher tem o posto de “irmãos mais legais do mundo” aqui no meu coraçãozinho.