Mineral e o (famigerado) emocore

Estou muito nostálgica esses dias. Ouvindo tantas bandas que ouvia quando tinha meus 16 anos de idade, acabei chegando à banda que, para mim, é inigualável em termos de fossa. E isso acabou me dando uma vontade absurda de falar dessa banda de emocore em pleno ano de 2012.

Mas… mas… mas… você vai falar de emo em 2012, sua doida?

Poxa, se eu já resgatei até as boybands dos anos 90, se já falei até de Wando nesse lugar, por que raios não falar justamente daquele estilo de música que teve uma parte tão importante na minha vida?

Eram idos de 2004 quando ouvi pela primeira vez falar em pessoas “emo”. Eu achei aquilo uma besteira tamanha: “como assim uma pessoa vai ser emo? “, “emo é estilo de música, rapá”. E sabe que, quando paro para pensar nisso hoje, depois de 8 anos, sinto isso do mesmo jeito? Emocore é um estilo de música, que por causa de toda aquela onda emo de 2005 começou a ser entendido como qualquer hardcore melódico de letra engraçadinha ou bonitinha que aparecesse na mídia. E foi quando as pessoas pararam de sequer querer ouvir esse tipo de música porque, afinal, era emo, só podia ser um lixo.

De todas as bandas que ouvi naqueles tempos, uma é tão representativa do que é dor de cotovelo e tão ironicamente diferente de tudo que diziam que era emo, que merece um espaço aqui.

Eu não lembro quando ouvi Mineral a primeira vez. Lembro de que as pessoas diziam, para tentarem não se enquadrar na modinha, que já ouviam essa banda e algumas outras há muito, mas muito tempo. Lembro também que a primeira música que ouvi deles foi “Gloria”:

E que foi, depois de tantas, mas tantas, mas tantas bandas, a primeira vez que uma música era capaz de me arrastar para ela e sentir toda a dor que ela sentia junto. Era uma coisa impressionante. Eu nunca tinha ouvido uma coisa daquelas antes. Era muito forte, muito angustiante e lindo: era de uma tristeza linda.

Ainda assim, demorei muitos anos para me tornar uma fã da banda, por mais belo que fosse, ser levada de uma maneira tão brutal para a tristeza, me assustava. Então, escutava só de vez em quando. Especialmente essa música aqui:

Certo dia, estava com vontade de ouvir emocore e fui atrás das bandas que gostava e acabei baixando os dois álbuns da banda. E aí eu me apaixonei perdidamente. Desde então, toda vez que a fossa bate em mim ou que tenho vontade de estar mais introspectiva, ouço Mineral, essa banda linda, linda, linda.

Nostalgia.

Na última semana, comecei a lembrar de um montão de bandas que eu ouvia quando era mais nova.

Tudo isso começou quando, depois de um momento de absoluto desespero, fui ouvir Dance of Days para me acalmar.

Aí eu, por algum link, cheguei ao vídeo da manifestação contra o aborto em que a Elisa do Dominatrix foi, na coragem, levantar um cartaz em memória às mulheres que morrem por conta do aborto ilegal. E aí puxei a banda na minha memória. E puxei toda a paixão pelo feminismo junto.

E aí estava vindo para São Paulo e decidi arrumar, além das malas, uma playlist que tivesse a ver com o tempo em que mais fui apaixonada por essa cidade maluca. E acabaram surgindo essas bandas aqui:

E como é gostoso ouvir essas músicas e sentir isso de um jeito novo. Já não sou aquela Mariana e essas músicas que tanto me marcaram já batem em mim de um jeito tão diferente…

Falando de Fresno (e de mim, por conseqüência)

Desde que escrevi o post a respeito do Esteban, a carreira solo do Tavares, me deu uma puta vontade de escrever sobre a Fresno.

E aí, comecei a pensar: afinal, como escrever a respeito de uma banda que acompanha a minha vida há tanto tempo?

Quando achei a solução, pensei em um tipo de post que passasse por cada um dos discos da banda, porque sei que posso falar de cada um deles com certa propriedade (e de alguns com muito mais amor).

A Fresno entrou na minha vida em um dia que um colega de escola me emprestou o ” Quarto dos Livros”, o primeiro cd da banda. Depois daquelas dez músicas, foi pura paixão. Esse mesmo colega me deu esse cd de presente e, sem mentira alguma, colocava no repeat e ouvia muitas, muitas vezes em um dia.

Fresno esteve comigo durante os últimos 7 anos da minha vida, pelo menos. E nunca saiu, porque poucas bandas conseguem colocar em palavras tudo aquilo que sinto.

Já aviso, antes de começar este post pra valer que se você acha que Fresno é uma banda emo tonta e não quer acreditar em nada que eu vou falar aqui, eu dou o conselho de você tentar ao menos se despir um pouquinho disso, porque Fresno é bem mais do que essa imagem que se criou em volta de um nome que a maioria das pessoas nunca nem parou para escutar.

Bom, recado dado. Vamos lá.

Fiquei em dúvida sincera sobre qual seria o primeiro disco a comentar, se seria a demo “O Acaso do Erro” ou “Quarto dos Livros”. Optei por falar da demo.

Eu tenho muito amor por cada uma das músicas da demo, é sério. Mas a qualidade da gravação é péssima e, musicalmente, ela é bem falha em alguns momentos. Mas a real é que eram alguns garotos fazendo hardcore, de um jeito bem inocente ainda e isso é encantador.

As letras são simples, mas são bem bonitinhas, porque tem toda essa pegada adolescente que permite justamente existir coisas como “Seu namorado é um idiota”, entende?

Das sete músicas, as duas que mais gosto são “(se ao menos você voltasse)” e “se um dia eu não acordar”.

Depois vem “Quarto dos Livros”, que é um cd que eu tenho muito, mas muito amor.

Bom, acho que a maturidade que vem nesse disco vinha mostrar que a Fresno não ia ser só aquela banda de meninos juvenis.

Nesse disco, as letras começam a ser mais trabalhadas, mais metafóricas e mais sutis. Ao mesmo tempo, existiam as letras diretas. E esse é um ponto que fica até hoje na Fresno, algumas letras sutis e outras extremamente diretas.

Musicalmente, nesse disco, as músicas continuam com aquele pé no hardcore, mas acho que o pé no pop começa a existir, em músicas como “Carta”, principalmente.

Nesse disco, guardo um carinho especial por “Mais um Soldado”, “Stonehenge”, “O Gelo” e “Sono Profundo”. (Notem que o disco tem 10 músicas e eu guardo carinho especial por 4)

Depois veio “O Rio, a Cidade, a Árvore”. Uma marca muito, mas muito impressionante na Fresno é a maneira com que eles amadurecem a cada disco. É surreal.

Seria muito falar que esse é um dos discos que mais gosto da Fresno? Seria muito falar que eu tenho vontade de agarrar meu cd desse e não largar nunca mais?

“O Rio, a Cidade, a Árvore” é coeso. Extremamente coeso. As músicas se encaixam de forma que você sente que está ouvindo uma história.

Esse disco tem muito da vida, tem gritos e suspiros. Calma e pressa. Amor e desilusão.

Acho que uma coisa que me marca muito nesse disco é começar a perceber o quanto o Lucas estava se tornando, de fato, um grande cantor.

Nesse disco, tenho como prediletas “Orgulho”, “Impossibilidades”, “Verdades que Tanto Guardei”, “Outra Vez” e “Evaporar”.

Bom, o “Ciano” é um disco que demorei a gostar. Demorei muito. Porque acho que é quando o pop entra na Fresno de fato.

Juro que demorei mais de um ano para ouvir este disco e não reclamar nenhuma vez.

Depois que gostei, percebo um amadurecimento musical mesmo, que sai daquela amarra de “nós fazemos só isso” cai para outros ramos da música. E isso parece bastante positivo.

As letras vão de histórias de amor a frustrações pessoais.

Devo dizer que este disco saiu bem naquela época da moda insuportável de emo, em que todo mundo que não gostava de uma estética, passou a falar que odiava um estilo musical que nem conhecia. E, nesse momento da moda, justamente em que a Fresno podia ter se prendido naquilo que era mais seguro, eles foram lá e fizeram um disco mais aberto. Ponto para eles.

Nesse disco, “Absolutamente Nada”, “Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas” e “Logo você” são as minhas prediletas.

(Post gigante, né? Calma que faltam só mais dois discos… Hahahaha.)

Bom, o “Redenção” marca uma série de mudanças. Marca a entrada do Tavares como baixista. Marca a entrada da Fresno em uma gravadora. E com a entrada do Tavares, marca a mudança das composições.

Acho que o Tavares é um puta de um compositor e ele traz para a Fresno coisas mais quebradas, mais maduras musicalmente.

“Redenção”, para mim, é o momento mais pop da Fresno. E um dos mais emocionantes também.

É um cd bastante coeso e, apesar de trazer músicas que eu não gosto, é um dos discos que mais ouvi.

Nesse disco, a música que mais gosto é “Milonga”, que arrisco dizer que é a música que mais gosto em toda a carreira da Fresno. É uma das músicas mais trabalhadas, com uma das letras mais maduras e mais bem escritas.

O último cd, o “Revanche” juro que quase não escutei.

Não tinha baixado, porque não tinha tido interesse. E não sei porque não tinha surgido o interesse.

O pouco que ouvi, senti riffs mais puxados pro rock. Senti ainda a pegada pop. Senti as letras maduras. E senti que a Fresno firmou um lugar. Senti que eles são a Fresno e que ninguém mais é parecido com o que eles fazem.

Fiquei apaixonada pelo clipe de “Eu sei”.

Falo que falar da Fresno é falar da minha vida, porque sinto que musicalmente, fui trilhando caminhos parecidos. Os dois pés em um lugar, o começar a mesclar, o negar a origem, o voltar a origem com todas as mudanças das experimentações vividas.

Fresno é digno. Fresno é uma das melhores bandas nacionais. E eu só tenho dó das pessoas que se neguem a escutar música boa por puro preconceito.

Gwen Stefani (L)

Se eu pudesse enumerar nesses anos todos de paixão musical duas pessoas que me inspiram profundamente, citaria sem dúvida o Dave Grohl e Gwen Stefani.

Por enquanto, vou falar só da Gwen, mas um post falando do Dave e de suas peripécias musicais virá em algum momento mais inspirador para isso. E como o momento me pede para falar da Gwen…

Gwen é daquelas pessoas que eu olho e falo: “Gente, eu queria ser um pouquinzinho dela”.

Durante a minha vida, ela esteve presente desde os meus momentos infantis de viciada em mtv, em que assistia todos aqueles clipes que gostava e que sonhava loucamente ter um clipe meu passando na telinha algum dia. Nesses momentos mais iniciais, “Don’t Speak” era o clipe. Pra dizer a verdade, nem sabia o que significava a letra, mas a melodia era tão encantadora que acabou conquistando meu coração de idade menor do que 2 dígitos.

Depois que cresci e descobri qual era a dessa música, Gwen teve um espaço um pouco maior no meu coração. Porque, me desculpa, tem que ter muito coração e muita força para escrever uma música dessas pro seu ex-namorado que tá ali, tocando com você. Eu choraria, choraria, choraria todas as vezes que fosse tocar. Sério.

Aí teve a fase em que a Gwen começou a se tornar meu ícone mór da beleza. Queria ter cabelo rosa por causa dela. Queria conseguir usar batom vermelho porque ela fica linda assim. Queria me vestir de um jeito autêntico como o dela. E, enfim, queria ser um pouquinho Gwen.

Um pouco mais tarde, adquiri a coragem de usar batom vermelho e aí comecei a me interessar por tocar música, sabe? Não sabia bem o que queria, sabia que queria tocar um instrumento, ter uma banda de algum tipo de música que eu gostasse mesmo, alguma coisa que expressasse exatamente aquilo que eu sentia. A Gwen, pra mim, sempre teve essa parada da sensibilidade, porque ela sabe colocar nas letras algo que me comove de um jeito absurdo. Parece que ela sabe mesclar a fragilidade e a força de um jeito que ainda não vi ninguém fazer igual.

Depois, veio a carreira solo dela. Confesso que no começo torci um pouco o nariz. Acostumar com a Gwen mulherão, a Gwen mais pop e Gwen que cantava “Hollaback Girl” era complicado para quem era fã de No Doubt. Daí eu percebi que a gente muda, que a gente cresce e não fica do mesmo jeito por 80 anos.

E foi quando me encantei por cada uma das baladas cantadas pela Gwen em sua carreira solo. A voz da Gwen parece ter sido feita para cantar coisas doces, porque é tão aveludada e tão sutil que encaixa com isso.

A Gwen é daquelas pessoas que a gente percebe que soube criar uma carreira consistente, que soube se colocar na música de um jeito que, quando você ouve a voz dela já sabe quem é e o que vai sair dali. E eu acho isso bastante admirável.

Não podia deixar de colocar isso nesse post. Um dos dias mais felizes da minha vida foi quando me falaram que eu “cantava parecido com a menina do No Doubt”, porque a Gwen é daquelas cantoras muito, mas muito especiais e ser um pouquinho parecida com ela, em qualquer aspecto, já me faz das pessoas mais felizes do mundo.

Ah, por que eu tinha esquecido do My Chemical Romance?

O My Chemical Romance estava aqui escondidinho no meu coração.

Como a paixão decidiu ressurgir nos últimos dias, decidi falar deles por aqui.

Não me lembro ao certo quando conheci o MCR, mas me lembro que foi paixão à primeira “ouvida”.

Eles eram sombrios na medida certa, tinham um vocal que era marcante e algo que fazia deles aquela banda que você ouvia há quilômetros de distância e sabia o que era.

Essa música, “Vampires Will Never Hurt You”, foi uma das primeiras que ouvi. Acho que ela tem algo de muito bonito que me lembra o rock dos anos 80, aquela coisa mais Bauhaus, Smiths e por aí vai. Mas, ainda assim, acho que ela tem algo de muito próprio do MCR.

Aí depois veio a fase em que o MCR estourou pelas terras brasileiras e que passava o clipe de Helena tanto, tanto na MTV que não tinha uma alma que ainda agüentasse ouvir aquela música. (Por mais linda que ela seja)

Aí veio o meu descontentamento: o cd “The Black Parade”. Não sei o que acontecia, era simplesmente algo que não me agradava, aquela coisa toda me parecia tão artificial. As cores parecidas nos clipes, enfim, não me agradava. Não era MCR pra mim.

E foi aí que eu simplesmente parei de escutar tudo deles nos últimos anos. Não conseguia.

Até que há poucas semanas, estava vendo tv e me deparo com o clipe de “Na na na” e putaqueopariu! Parece que o MCR voltou a ser legal. E, sim, a minha paixão voltou. Porque, sim, MCR ainda ocupa um espacinho nesse meu coração de pedra.

 

 

Dance of Days.

Quase não falo de bandas nacionais por aqui e acabei por achar conveniente colocar uma das bandas nacionais que mais gosto por aqui.

Dance of Days é uma paixão de anos e anos na minha vida. Conheci quando ganhei um cd de um garoto que tinha ficado quando tinha uns 14 anos. Fiquei sem ouvir por muito tempo, até que ouvisse e me apaixonasse de fato.

No cd que ganhei, a frase que mais me chamava a atenção era “Não somos músicos. Isso é punk rock.” e acho que a essência do Dance está aí. Portanto, se você não conhece, não vá achar que o fanatismo -tão presente em quem ouve a banda- está ligado ao fato de os caras serem virtuoses, porque não, eles não são.

Acho que o ponto forte do Dance são as letras, extremamente poéticas, ricas, com muitas referências literárias, históricas, de filmes e afins. Dance fala da vida, de alegrias, tristezas, pés na bunda, fracassos, ódios. Enfim, fala de tantos sentimentos que fica difícil colocar aqui em um pouquinho de palavras.

Acho que a banda teve diversas fases, foi moda com o emo, deixou de ser moda e sempre vão existir os fãs fiéis. E eu estou aqui.

Porque toda vez que me sinto angustiada, sei que vou ouvir alguma música que vai preencher exatamente o que estou sentindo.

Geralmente, ela é “Suburbia, 1986”. Linda linda. Uma pena não ter achado nenhum vídeo que ela estivesse com bom áudio.

Outra que amo, amo, que me faz sorrir, chorar, passar por diversas emoções é “Um canto para Caronte”:

Acho triste que as pessoas não aceitem mudanças. Porque Dance é uma banda de diversas fases, inclusive ligadas às fases que os próprios integrantes passaram, é só ver o Nenê Altro, o vocalista tão controverso que passou de Straight Edge a porra-louca-que-dá-bafão. Aí você vê os comentários nos vídeos de youtube, indignados com as mudanças e tal. As mudanças são válidas, não acho que elas tenham mudado a essência de nada.

Dance of days continua aquela banda foda, cheia de letras incríveis e de coisas que emocionam. E, então, por que deixar de gostar?

Funeral for a Friend.

Fui arrebatada por uma vontade de escutar algumas músicas que ouvia na adolescência e indo de link em link acabei por lembrar de bandas que gostava muito, mas que nem lembrava e uma delas foi o Funeral for a Friend.

Fiquei prestando atenção em cada uma das bandas e FFAF foi a que, depois desses anos todos, ainda me parece mais madura e gostosa de ouvir. E acabei decidindo postar sobre eles, coincidentemente no dia dos mortos (haha).

Depois que decidi postar sobre eles, fiquei indecisa sobre quais vídeos postar, porque foram tantas as músicas que permearam a minha vida e que me emocionam, que seria impossível colocar todas aqui.

Acho que a primeira música que ouvi do FFAF foi “Juneau”, que por anos foi a minha música predileta. Nos meus cadernos do ensino médio, reinava o “I’m nothing more than a line in your book”, escrito em todos os cantinhos.

Engraçado é que FFAF reinava as minhas vontades adolescentes. Até quis aprender sapateado por causa desse clipe:

Acho que tive vontade de fazer este post para que uma banda tão bacana não caia no meu esquecimento de novo, porque, ainda que eu tente fugir dos resquícios de minha adolescência emo, toda vez que ouço algumas músicas, me sinto extremamente emocionada, é alguma coisa que mexe comigo que não sei explicar. E sei que, anos e anos passarão, mas continuarei a gostar de todas essas músicas a cada vez que ouvi-las.

Não sei, mas não consigo achar algumas bandas “emo” infantis. E, de longe, a mais madura delas é o FFAF para mim. Primeiro, porque não é emo, só era moda entre os emos e segundo porque acho as letras, os clipes, as idéias muito mais elaborados do que nas outras bandas. FFAF não é só revolta adolescente, ou sofrimento besta porque um amor foi perdido.

FFAF é aquilo que a gente sente, que a gente quer gritar, aquilo que mexe com a gente e que causa mudanças bruscas.

E se tem uma banda que me fez parar para prestar atenção em cada uma das letras foi essa, porque cada música me diz alguma coisa e me faz pensar um pouquinho sobre a minha vida e sobre o mundo em que vivo.