E se a minha vida tivesse trilha sonora? (parte 1)

Sei que este blog está assim meio parado, mas hoje me peguei pensando:

“E se a minha vida tivesse trilha sonora, qual seria?”

E foi então que decidi escolher 14 músicas (um número de músicas aproximado ao que temos em um cd) para descrever esse processo que foi minha vida até agora.

Devo dizer que muitas músicas ficaram de fora:  Músicas que dizem de pessoas queridas, outras que dizem de amores frustrados, outras que dizem de minhas dores e angústias.

Tentei pensar em fases, em momentos especiais, em marcas.

Sinto que a primeira marca musical que tenho em minha vida é Hanson, porque foi a primeira banda que ouvi, a primeira banda que me fez querer ter os cds, que fez querer cantar e tentar sentir o que era cantado ali, ainda que, na época, eu não entendesse nada de inglês.

Com o Hanson, comecei a assistir MTV e tinha um clipe e uma música que eu adorava (e adoro até hoje). Era “Everlong”, do Foo Fighters. Já disse isso aqui e posso repetir tranqüilamente: o Dave Grohl é um dos caras que mais admiro musicalmente. Ele é daqueles que me pega no fundo da alma mesmo, que me faz chorar, sorrir e lembrar que eu quero trampar com música.

Ainda nos meus tempos de completamente viciada em MTV, a minha banda predileta foi por anos o Red Hot Chili Peppers, por ser concisa, dançante, tocante, sexual, basicamente, por tratar da vida, de angústias, de alegrias, de loucura, de tudo que eu precisava ouvir. Isso sem contar a força musical que eles têm. É uma coisa que você olha e pensa: “putz! quero ser assim um dia”.

Escolhi colocar aqui “Under The Bridge”, que me ajudou muito  nos meus “momentinhos” escolares, em que eu era a excluída, sem amigos, zoada, enfim, tudo aquilo que era capaz de me fazer chegar em casa todo dia e chorar um tanto, porque eu só queria companhia.

As próximas músicas, bem, eu não sabia em que ordem colocar. Optei pelo que fosse mais fácil.

Bem, aaaaaaaaaaah, a Cássia Eller. Essa pessoa linda que me fez tanto perceber que você podia ser muito, mas muito rock ‘n roll cantando samba! Que me ensinou como ter seu estilo e fazer de uma música composta por outra pessoa totalmente sua.

Pensando em cantoras e em rock, a Pitty foi uma grande inspiração para mim. A agressividade mesclada com a delicadeza. A coisa do visual. A sua voz que tinha um quê de “fodam-se as técnicas”. Tudo isso me encantava. E me encanta.

Um pouco antes da minha fase Pitty, eu era muito, mas muito fã do CPM 22. Não me perguntem porque, só sei que era. Hoje não gosto mais, acho que encontrei pelo mesmo cenário, algumas bandas muito melhores, mas devo dar a eles o crédito de terem aberto as portas para bandas independentes na minha vida.

Dentre as bandas que descobri no momento cpm 22 da minha existência, está o Dance Of Days, banda que eu respeito muito, que me inspira em poesia, em gritos, em tristeza, alegria, doideira, enfim, banda que gosto muito até hoje.

Escolhi essa música, especificamente, pela paixão que tenho pela melodia dela na parte do “consiga explicar que o vazio que deixou em mim me deixa sem forças”, pela letra belíssima, por todas as vezes que a escutei enquanto chorava pitangas pelo amor frustrado da vez e por ser esse conjunto que me traz muitas coisas.

Uma das bandas que mais amo, que mais me faz refletir, que mais me influencia como pessoa-que-estuda-música, é o Incubus.

Escolhi “Beware! Criminal”, porque ela traz toda uma coisa de um questionamento relacionado a uma vida de imagem, coisa que foi muito importante na minha adolescência, já que sentia isso na pele, a cada vez que me olhava no espelho, via que não me encaixava em padrões e pensava que eu tinha que ser muito boa em tudo que fizesse, já que as portas não iam se abrir por ser um “rostinho bonito”, mas sim por tudo que eu estava sendo naquele momento.

(Não sei se penso assim hoje, mas pensava assim naqueles tempos e é isso que trago aqui).

Acho, de verdade, que esse post já está grande demais, então vou dividi-lo em duas partes, assim fica tudo mais fácil de ser lido e trazido.

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