Sobre como redescobri a KT Tunstall…

A primeira impressão que tive da KT Tunstall é de que a sua música era sem graça. Sabe aquela coisa do “não cheira, nem fede”?

Então, era bem por aí. Não conseguia gostar, nem desgostar.

Mas, então, aquela música “Suddenly I see” foi parte de uma trilha de novela e o que eu já não via graça, simplesmente passava a não descer pela minha garganta. Aquela coisa de banda que toca tanto que você passa a não gostar por causa da exaustão.

Pois bem, até que um dia estava vendo tv e começou a passar um festivalzinho qualquer no Multishow e a KT,ah a KT… estava vestindo uma legging dourada e, assim, meu coração fashionista me dá dicas de que qualquer um pode duvidar, mas ele me disse bem assim: “Alguém que usa uma legging dourada não pode ser ruim” e, assim, fui eu baixar coisas da KT para ouvir e descobrir o porque ela podia ser assim tão cool.

KT, para mim, é mais ou menos assim: uma bela voz rouca, uma mistura de country, pop, rock alternativo e mais um monte de coisas legais, letras bonitinhas, efeitos legais e um pouquinho de genialidade e entendimento musical.

A música que fez eu entendesse o que era a KT e que me fez baixar todos os cds e ficar apaixonada por ela foi essa aqui:

Porque “Funnyman” tem toda uma coisa bela mesmo, melodia tocante, mesmo sendo simples, extremamente simples.

A voz da KT é bastante incomum, não acho que seja um tipo de voz valorizado, nem um jeito de cantar valorizado, porque não tem aquela coisa meninoca, nem tem aqueles trejeitos irritantes de diva que muita gente ainda gosta. A KT é…hmmm… diferente e por isso é legal.

Além disso, ela sempre sempre faz covers lindos de músicas super legais, tipo “I Want You Back” do Jackson 5, ou a super divertida “Walk like an Egyptian”, das Bangles.

Mas acima de tudo o que acho mais legal é que a KT, sozinha, é uma banda completa, ela tira todos os pedais e barulhos corporais possíveis, fazendo com que, mesmo em performances solitárias, as músicas se tornem completas. E isso é muito especial.

KT é daquelas que são música em essência mesmo. E isso me faz perceber que, de sem sal, ela não tem é nada.

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