Natasha Bedingfield e coisas da vida.

Em algum momento da minha vida, quando percebi que não ia conseguir viver de música aos meus 18,19 anos, fiquei bastante mal. Achava que, se entrasse em uma faculdade, nunca ia viver daquilo que eu mais gostava.

Aí, um dia, do nada, vi a história da Natasha Bedingfield e descobri que ela tinha estudado psicologia, justamente aquele curso que eu ia prestar. E, de repente, bateu em mim aquela coisa de que a Natasha ainda encaixaria em muitos momentos da minha vida para me dar forças.

Desde a primeira vez que ouvi a voz da Natasha tive uma impressão muito boa. Primeiro, porque ela tem um timbre muito especial e segundo porque acho que ela trabalha melodias de um jeito que me lembra bastante o Sting. Então, ponto positivo, gata.

Não consigo falar de Natasha e não falar de “Unwritten”, porque foi aquele boom. Todo mundo colocando frases no orkut, tocando no rádio a todo momento e… depois nem se ouviu mais falar da Natasha no Brasil.

Uma pena. Digo, uma grande pena, porque acho que das cantoras pop mais novas que escuto, ela é das que tem uma carreira mais consistente e coesa. Ela é daquelas que, dentro da música pop, consegue definir quem é a Natasha Bedingfield, o que ela faz, como ela canta. Ela tem um espaço dela. Ninguém mais é como ela e, nesses anos, ela não se tornou mais ninguém.

Algo que gosto muito na música da Natasha é que você ouve pop, mas sabe que ali tem muito mais coisa, ali tem rap, ali tem gospel, ali tem reggae. E isso é muito, muito rico.

Mas, afinal, e “as coisas da vida”?

Então, há alguns dias estou tendo dificuldade para cantar. Não tenho ar e tudo fica difícil. Descobri que tenho asma, bem agora que estava na pegada de voltar a cantar. Agora que tenho vontade, simplesmente, não consigo cantar tudo que conseguia antes.

E daí comecei a pensar que pessoa no mundo tinha músicas que pudessem me dar força para continuar cantando apesar de tudo isso que estou passando e que, literalmente, me sufoca.

E aí lembrei que a Natasha me deu força o suficiente para continuar cantando quando entrei na faculdade e que as músicas dela sempre, sempre tem letras que mexem comigo lá no fundo da minha alma. E aí fui ouvir a Natasha, ler as letras dela e tentar ficar bem.

E é isso que eu estou fazendo, tentando ficar bem e com a Natasha de trilha sonora.

 

-“I’m only one voice in a million
but you ain’t taking that from me”.

🙂

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