Gwen Stefani (L)

Se eu pudesse enumerar nesses anos todos de paixão musical duas pessoas que me inspiram profundamente, citaria sem dúvida o Dave Grohl e Gwen Stefani.

Por enquanto, vou falar só da Gwen, mas um post falando do Dave e de suas peripécias musicais virá em algum momento mais inspirador para isso. E como o momento me pede para falar da Gwen…

Gwen é daquelas pessoas que eu olho e falo: “Gente, eu queria ser um pouquinzinho dela”.

Durante a minha vida, ela esteve presente desde os meus momentos infantis de viciada em mtv, em que assistia todos aqueles clipes que gostava e que sonhava loucamente ter um clipe meu passando na telinha algum dia. Nesses momentos mais iniciais, “Don’t Speak” era o clipe. Pra dizer a verdade, nem sabia o que significava a letra, mas a melodia era tão encantadora que acabou conquistando meu coração de idade menor do que 2 dígitos.

Depois que cresci e descobri qual era a dessa música, Gwen teve um espaço um pouco maior no meu coração. Porque, me desculpa, tem que ter muito coração e muita força para escrever uma música dessas pro seu ex-namorado que tá ali, tocando com você. Eu choraria, choraria, choraria todas as vezes que fosse tocar. Sério.

Aí teve a fase em que a Gwen começou a se tornar meu ícone mór da beleza. Queria ter cabelo rosa por causa dela. Queria conseguir usar batom vermelho porque ela fica linda assim. Queria me vestir de um jeito autêntico como o dela. E, enfim, queria ser um pouquinho Gwen.

Um pouco mais tarde, adquiri a coragem de usar batom vermelho e aí comecei a me interessar por tocar música, sabe? Não sabia bem o que queria, sabia que queria tocar um instrumento, ter uma banda de algum tipo de música que eu gostasse mesmo, alguma coisa que expressasse exatamente aquilo que eu sentia. A Gwen, pra mim, sempre teve essa parada da sensibilidade, porque ela sabe colocar nas letras algo que me comove de um jeito absurdo. Parece que ela sabe mesclar a fragilidade e a força de um jeito que ainda não vi ninguém fazer igual.

Depois, veio a carreira solo dela. Confesso que no começo torci um pouco o nariz. Acostumar com a Gwen mulherão, a Gwen mais pop e Gwen que cantava “Hollaback Girl” era complicado para quem era fã de No Doubt. Daí eu percebi que a gente muda, que a gente cresce e não fica do mesmo jeito por 80 anos.

E foi quando me encantei por cada uma das baladas cantadas pela Gwen em sua carreira solo. A voz da Gwen parece ter sido feita para cantar coisas doces, porque é tão aveludada e tão sutil que encaixa com isso.

A Gwen é daquelas pessoas que a gente percebe que soube criar uma carreira consistente, que soube se colocar na música de um jeito que, quando você ouve a voz dela já sabe quem é e o que vai sair dali. E eu acho isso bastante admirável.

Não podia deixar de colocar isso nesse post. Um dos dias mais felizes da minha vida foi quando me falaram que eu “cantava parecido com a menina do No Doubt”, porque a Gwen é daquelas cantoras muito, mas muito especiais e ser um pouquinho parecida com ela, em qualquer aspecto, já me faz das pessoas mais felizes do mundo.

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Um pensamento sobre “Gwen Stefani (L)

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