Sobre amadurecimento musical e Pitty.

Quando decidi escrever sobre a Pitty, sabia que estaria encarando um grande desafio, uma vez que ela é uma artista extremamente consagrada, com vários textos publicados sobre ela, com fotos muito parecidas em cada texto, com músicas que são hits.

Sabia que, de alguma forma, tinha que sair disso para falar dela, porque não queria colocar aqui só mais um texto sobre uma cantora que tanta gente gosta. Queria ter um texto que eu olhasse e falasse “esse é o MEU texto sobre a Pitty”.

De repente, percebi que não seria um problema tão grande, já que este é um blog voltado para as minhas impressões sobre as bandas, os meus sentimentos e as  relações que tenho com cada uma delas e é tudo isso que vou falar da Pitty neste texto.

A Pitty se tornou para mim sinônimo de saber amadurecer musicalmente. Desde que tomou visibilidade para os grandes meios de comunicação com o primeiro cd dela até hoje, só vejo crescimento em letra, música e, até mesmo na postura e no estilo dela.

Acho que a questão é que ela apareceu muito nova, com cara de menina roqueira e adolescente e com algumas composições muito diretas, o que fazia com que as pessoas entendessem facilmente o que ela tinha a dizer. E, com o tempo, vejo que ela aprendeu a ser mais sutil.

Quando lançou o Chiaroscuro, seu último cd, percebi que ela já não gritava tanto, já estava usando de mais técnica para cantar. E, quando prestei atenção nas letras, percebi que ela tinha crescido, que precisava cantar letras que expressavam o que sentia de forma evidente e dita, mas de um jeito mais poético e bonito.

Quando ouvi “Desconstruindo Amélia”, o meu lado feminista, que é tão forte e tão gritante , falou muito alto e toda aquela minha paixão pela Pitty que permaneceu escondidinha por alguns anos ressurgiu. E parei para perceber que só tenho a agradecer a existência dessa cantora, porque se não fosse ela, nunca teria parado para pensar que eu podia cantar também, que o cantar não é só soltar 80 mil agudos e 90 mil notas difíceis por música, mas é poder gritar aquilo que você quer tanto dizer de uma forma mais trabalhada.

E, não posso negar, a disponibilidade para amadurecer e mudar aquilo que vem sendo feito, mostra um atrevimento que me encanta, afinal, não somos as mesmas pessoas a vida inteira, então, para que deixar que nossas obras, nossos trabalhos sejam eternamente iguais se tornando clichês particulares?

Amadurecimento também é dar a cara a tapa e se reinventar.

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2 pensamentos sobre “Sobre amadurecimento musical e Pitty.

  1. realmente falar pitty é meio que pisar em ovos

    sempre que alguém se expõe como ela se fez/faz acaba sendo alvo fácil, de críticas ou elogios

    bem falar bem da pitty é um mério seu, bor!

  2. Pingback: Agridoce. « Jukebox Esquizofrênica

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