Estrelinhas de youtube.

Por um bom tempo da minha vida, quando não tinha nada para fazer, caçava gente talentosa no youtube.

E foi assim que conheci algumas de minhas cantoras favoritas, inclusive a Terra Naomi, de quem já falei por aqui.

Pois bem, hoje optei por fazer um post com várias pessoinhas e, provavelmente, vou repetir esse tipo de post por várias e várias vezes.

O que gosto de pesquisar cantores no youtube é que dá pra ver que tem gente talentosa em todo lugar, que não precisa ter mídia e retoques mil para que as pessoas façam coisas legais.

A Carol Vegas é uma brasileira, que mora em New Jersey, e que me faz babar. Adoro a voz forte da Carol e a maneira com que ela consegue cantar qualquer coisa e fazer daquilo algo dela.

A Carol tem uma porção de vídeos de músicas que vão de Marisa Monte a Korn.

Algo que me agrada muito na Carol é o fato de a voz dela ser limpa, de ela cantar músicas que as cantoras originais floreavam até a morte e pegar e transformar em algo mais limpo (e que me agrada muito mais).

A Mia Rose é uma coisa fofa. 🙂

Adoro quem canta assim com esse jeitinho tranqüilo, sem floreios, sem rodeios, bem direto. Dá vontade de fechar os olhos e ouvir a voz doce da Mia por horas e horas.

Sei que a Pixie Lott não é cantora de youtube, mas foi por lá que conheci o trabalho dela. Vi aquela garotinha loira de voz poderosa fazendo cover da Lady Gaga e apaixonei.

Para ser sincera, não gosto muito das músicas da própria Pixie, mas gosto tanto da voz dela que acabo ouvindo. Hahaha.

E acho que até por isso esse vídeo continua sendo o que mais gosto dela até agora, porque adoro a música e ela canta de um jeito muito, mas muito lindo.

E tem a Gabrielle Aplin, que descobri há pouco e gosto bastante.

Tenho um grande apreço por vozes infantis e acho que foi por isso que gostei bastante dela. Ainda acho que ela peca por florear em momentos desnecessários, mas gosto dela mesmo assim. Hahahaha.

Bom, por hoje tá bom, né?

Vou continuar as minhas pesquisas youtubescas e quando achar outr@s cantor@s legais pra caramba, eu faço outro post desse tipo. 🙂

Dance of Days.

Quase não falo de bandas nacionais por aqui e acabei por achar conveniente colocar uma das bandas nacionais que mais gosto por aqui.

Dance of Days é uma paixão de anos e anos na minha vida. Conheci quando ganhei um cd de um garoto que tinha ficado quando tinha uns 14 anos. Fiquei sem ouvir por muito tempo, até que ouvisse e me apaixonasse de fato.

No cd que ganhei, a frase que mais me chamava a atenção era “Não somos músicos. Isso é punk rock.” e acho que a essência do Dance está aí. Portanto, se você não conhece, não vá achar que o fanatismo -tão presente em quem ouve a banda- está ligado ao fato de os caras serem virtuoses, porque não, eles não são.

Acho que o ponto forte do Dance são as letras, extremamente poéticas, ricas, com muitas referências literárias, históricas, de filmes e afins. Dance fala da vida, de alegrias, tristezas, pés na bunda, fracassos, ódios. Enfim, fala de tantos sentimentos que fica difícil colocar aqui em um pouquinho de palavras.

Acho que a banda teve diversas fases, foi moda com o emo, deixou de ser moda e sempre vão existir os fãs fiéis. E eu estou aqui.

Porque toda vez que me sinto angustiada, sei que vou ouvir alguma música que vai preencher exatamente o que estou sentindo.

Geralmente, ela é “Suburbia, 1986”. Linda linda. Uma pena não ter achado nenhum vídeo que ela estivesse com bom áudio.

Outra que amo, amo, que me faz sorrir, chorar, passar por diversas emoções é “Um canto para Caronte”:

Acho triste que as pessoas não aceitem mudanças. Porque Dance é uma banda de diversas fases, inclusive ligadas às fases que os próprios integrantes passaram, é só ver o Nenê Altro, o vocalista tão controverso que passou de Straight Edge a porra-louca-que-dá-bafão. Aí você vê os comentários nos vídeos de youtube, indignados com as mudanças e tal. As mudanças são válidas, não acho que elas tenham mudado a essência de nada.

Dance of days continua aquela banda foda, cheia de letras incríveis e de coisas que emocionam. E, então, por que deixar de gostar?

Oasis, irmãos Gallagher, eu e minha irmã.

A minha relação com o Oasis está permeada em todos os momentos com a minha relação com a minha irmã.

De todas as bandas que gostamos juntas, essa é a que mais gostamos, a que mais ouvimos e cantamos junto durante a nossa vida.

Oasis é uma daquelas bandas que ouço desde criança e que é tão importante na minha vida que nem sei como explicar. E já que as comparações são sempre inevitáveis, Oasis é sim mais importante do que Beatles para mim.

Mas, putaquepariu, como?

Simples, porque Oasis acompanhou a minha vida desde muito cedo. Fosse pelos clipes, fosse pelas músicas, pelas cantorias com a minha irmã, eles estiveram acompanhando alegrias, tristezas, brigas, carinhos e tantas coisas que, se pudesse escolher as músicas da trilha sonora da minha vida, pelo menos umas 5 seriam deles.

Acho que toda a minha adoração pelo Oasis vem pelas letras tratarem de tudo o que faz parte da vida e por elas terem estado comigo desde os momentos em que eu queria fugir de tudo até aqueles momentos em que eu queria mais é curtir a vida loucamente.

Oasis me arrepia, me emociona de uma forma que poucas bandas conseguem. É rock ‘n roll, é legal, é emocionante, é psicodélico nos momentos certos. Enfim, Oasis é bom, é muito bom, poxa.

E o mais legal é que sempre fico meses sem ouvir Oasis e quando ouço, passo dias e dias só ouvindo Oasis e lembrando de um monte de coisas que permearam a minha vida.

Depois de um post tão confesso que vivi, só posso dizer que depois de mim e da minha irmã, os irmãos Gallagher tem o posto de “irmãos mais legais do mundo” aqui no meu coraçãozinho.

Incubus.

Estava desanimada e sem vontade de postar sobre nada, mas o meu compromisso com as minhas coisas é tão grande, e eu queria tanto me animar de alguma forma que decidi falar da minha banda predileta.

Então, vamos falar de Incubus?

Nem sei por onde começar, mas devo dizer que meu favoritismo vai falar muito alto por aqui hoje…

Acho que conheci Incubus quando ainda era criança, mas nem dei bola. Assistia MTV esperando passar os clipes das bandas que gostava e, pelas madrugadas da vida, sempre passava esse clipe aqui:

 

Não dava bola, não via graça, achava estranho, enfim, eu era só uma criança de 9 anos, poxa.

Aí cresci um pouco e, imagino que quem curte Incubus sabe do sucesso que foi o clipe de “Drive” e acho que foi por aí que o Incubus entrou na minha vida para nunca mais sair.

Depois desse clipe, foi amor eterno.

Incubus, para mim, é sem explicação. Não é uma banda focal, sabe? Tipo aquelas bandas que você ouve porque acha o baixista bom ou o guitarrista bonito ou simplesmente gosta das letras?

Eles estão bem longe disso, pelo menos para mim… Eles são fenomenais, são todos muito bons, são tão bons, mas tão bons que eu sinto que preciso melhorar eternamente para sequer chegar aos pés do que eles são musicalmente.

As letras do Incubus mudam muito as temáticas de acordo com as fases, existem aquelas bem tapa na cara, outras mais políticas, outras de amor, outras que são introspectivas, que são as que eu mais gosto. Mas eu gostar de algumas mais do que das outras não diz que deixo de gostar das outras, muito pelo contrário, Incubus é das poucas bandas que me emociona brutalmente com a maioria das músicas.

Incubus é impecável ao vivo. Tão impecável, que prefiro nem falar, prefiro que vejam.

Eles já tocaram duas vezes por aqui no Brasil e, quando fui ao show, fiquei tão besta, tão perplexa que achava que era imaginação, só sabia que queria um show do Incubus por todos os dias da minha vida, porque aí poderia ter momentos de sorrisos e amor intenso para sempre.

Sobre amadurecimento musical e Pitty.

Quando decidi escrever sobre a Pitty, sabia que estaria encarando um grande desafio, uma vez que ela é uma artista extremamente consagrada, com vários textos publicados sobre ela, com fotos muito parecidas em cada texto, com músicas que são hits.

Sabia que, de alguma forma, tinha que sair disso para falar dela, porque não queria colocar aqui só mais um texto sobre uma cantora que tanta gente gosta. Queria ter um texto que eu olhasse e falasse “esse é o MEU texto sobre a Pitty”.

De repente, percebi que não seria um problema tão grande, já que este é um blog voltado para as minhas impressões sobre as bandas, os meus sentimentos e as  relações que tenho com cada uma delas e é tudo isso que vou falar da Pitty neste texto.

A Pitty se tornou para mim sinônimo de saber amadurecer musicalmente. Desde que tomou visibilidade para os grandes meios de comunicação com o primeiro cd dela até hoje, só vejo crescimento em letra, música e, até mesmo na postura e no estilo dela.

Acho que a questão é que ela apareceu muito nova, com cara de menina roqueira e adolescente e com algumas composições muito diretas, o que fazia com que as pessoas entendessem facilmente o que ela tinha a dizer. E, com o tempo, vejo que ela aprendeu a ser mais sutil.

Quando lançou o Chiaroscuro, seu último cd, percebi que ela já não gritava tanto, já estava usando de mais técnica para cantar. E, quando prestei atenção nas letras, percebi que ela tinha crescido, que precisava cantar letras que expressavam o que sentia de forma evidente e dita, mas de um jeito mais poético e bonito.

Quando ouvi “Desconstruindo Amélia”, o meu lado feminista, que é tão forte e tão gritante , falou muito alto e toda aquela minha paixão pela Pitty que permaneceu escondidinha por alguns anos ressurgiu. E parei para perceber que só tenho a agradecer a existência dessa cantora, porque se não fosse ela, nunca teria parado para pensar que eu podia cantar também, que o cantar não é só soltar 80 mil agudos e 90 mil notas difíceis por música, mas é poder gritar aquilo que você quer tanto dizer de uma forma mais trabalhada.

E, não posso negar, a disponibilidade para amadurecer e mudar aquilo que vem sendo feito, mostra um atrevimento que me encanta, afinal, não somos as mesmas pessoas a vida inteira, então, para que deixar que nossas obras, nossos trabalhos sejam eternamente iguais se tornando clichês particulares?

Amadurecimento também é dar a cara a tapa e se reinventar.

Funeral for a Friend.

Fui arrebatada por uma vontade de escutar algumas músicas que ouvia na adolescência e indo de link em link acabei por lembrar de bandas que gostava muito, mas que nem lembrava e uma delas foi o Funeral for a Friend.

Fiquei prestando atenção em cada uma das bandas e FFAF foi a que, depois desses anos todos, ainda me parece mais madura e gostosa de ouvir. E acabei decidindo postar sobre eles, coincidentemente no dia dos mortos (haha).

Depois que decidi postar sobre eles, fiquei indecisa sobre quais vídeos postar, porque foram tantas as músicas que permearam a minha vida e que me emocionam, que seria impossível colocar todas aqui.

Acho que a primeira música que ouvi do FFAF foi “Juneau”, que por anos foi a minha música predileta. Nos meus cadernos do ensino médio, reinava o “I’m nothing more than a line in your book”, escrito em todos os cantinhos.

Engraçado é que FFAF reinava as minhas vontades adolescentes. Até quis aprender sapateado por causa desse clipe:

Acho que tive vontade de fazer este post para que uma banda tão bacana não caia no meu esquecimento de novo, porque, ainda que eu tente fugir dos resquícios de minha adolescência emo, toda vez que ouço algumas músicas, me sinto extremamente emocionada, é alguma coisa que mexe comigo que não sei explicar. E sei que, anos e anos passarão, mas continuarei a gostar de todas essas músicas a cada vez que ouvi-las.

Não sei, mas não consigo achar algumas bandas “emo” infantis. E, de longe, a mais madura delas é o FFAF para mim. Primeiro, porque não é emo, só era moda entre os emos e segundo porque acho as letras, os clipes, as idéias muito mais elaborados do que nas outras bandas. FFAF não é só revolta adolescente, ou sofrimento besta porque um amor foi perdido.

FFAF é aquilo que a gente sente, que a gente quer gritar, aquilo que mexe com a gente e que causa mudanças bruscas.

E se tem uma banda que me fez parar para prestar atenção em cada uma das letras foi essa, porque cada música me diz alguma coisa e me faz pensar um pouquinho sobre a minha vida e sobre o mundo em que vivo.

Paolo, Paolo, Paolo.

A primeira vez que ouvi Paolo Nutini foi em alguma das rádios que a minha mãe ouve enquanto cozinha (aka Antena 1 e Alpha FM) e pensei que era algum cantor quarentão com cara de galã que cantava “Last Request”, música que tocava tanto que eu acho que deve ter sido trilha sonora de alguma novela das 8.

Mas eu gostava tanto daquela música, mas tanto, que saí procurando por aí quem cantava e, de repente, me deparo com o nome “Paolo Nutini”. Achei que devia ser um italianão vovô.

Aí duas surpresas me aparecem: Era um escocês fofo que cantava as músicas e ele era só um ano mais velho que eu :O.

Depois dessas pesquisas, minha relação musical com o Paolo foi de amor em todos os momentos.

Paolo é música para todos os momentos. A sua voz rouca e madura é perfeita para ouvir no mp3 enquanto viaja, perfeita para relaxar, perfeita para momentos especiais e perfeita para tudo.

E, quando eu achava que o trabalho do Paolo era perfeito no seu primeiro cd, o “These Streets”, ele lançou um segundo cd maravilhoso, muito mais maduro musicalmente e tombou com a minha cara.

Eu não sei que tipo de expressão explica isso, mas acho que é uma questão de dedicação e responsabilidade em relação à música e ao que vai ser lançado. Paolo é top e lança coisas tops. É simples.

E o que mais gosto de tudo que o Paolo faz é que é muita simplicidade, não é superprodução, nada disso, é ele ali fazendo música, se encontrando musicalmente a cada trabalho, curtindo o que faz, evoluindo e se aprimorando.

Para mim, falar do Paolo, é falar de amor. Porque é tudo que eu consigo sentir na sua música.